Dessa vez não deu para Mário Bortolotto e Maurício Arruda Mendonça. O Prêmio Shell de melhor autor de teatro em 2003, ao qual concorriam os londrinenses, foi entregue anteontem à noite para Luiz Alberto de Abreu, pelo texto ''Borandá''. A 16 edição do Shell, realizada no Espasso Araguari, em São Paulo, teve uma premiação pulverizada, sem que houvesse um grande vencedor.
O júri formado por Aimar Labaki, Valmir Santos, Kil Abreu, Maria Lúcia Candeias e Silvana Garcia avaliou as melhores peças de 2003. O espetáculo ''Otelo'', que recebeu cinco indicações, ganhou dois prêmios: direção (Marco Antonio Rodrigues) e cenário (Ulisses Cohn).
A peça ''Pequeno Sonho em Vermelho'', lembrada em quatro categorias, recebeu os prêmios de iluminação (Domingos Quintiliano) e música (Gustavo Kurlat). Fernanda Torres foi premiada como melhor atriz por ''A Casa dos Budas Ditosos'' e Cacá Carvalho recebeu a estatueta de melhor ator por ''A Poltrona Escura''.
Leopoldo Pacheco e Carol Badra ganharam o prêmio de melhor figurino por ''A Mulher do Trem''. Na categoria especial, Pedro Pires, Zernesto Pessoa e a Companhia do Feijão venceram pela concepção e criação do espetáculo ''Mire Veja''.
A homenageada da noite do Prêmio Shell foi a artiz Lélia Abramo, 93, que teve como um dos marcos de sua carreira ''Eles Não Usam Black-Tie'' (1958). Abramo não pôde comparecer à cerimônia por estar internada no Hospital Modelo desde a semana passada, após ter fraturado a bacia e desenvolvido um coágulo que migrou para o pulmão.
Na terça-feira será conhecida a lista de vencedores da versão carioca do Prêmio Shell.

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