Trabalho de ator, pesquisa em teatro de grupo e dramaturgia própria foram os principais pontos observados pela coordenação do Festival Internacional de Londrina (Filo) na escolha dos 47 espetáculos que vão compor a grade de programação da 37 edição do evento, que acontece de 7 a 30 de maio. O Filo 2004 terá 17 espetáculos na Mostra Nacional, 15 na Internacional (12 países) e 12 de grupos locais.
O evento vai homenagear os 70 anos de Londrina. Está prevista uma programação especial com apresentações e oficinas que percorrerão lonas montadas em regiões da cidade, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. O Filo também levará 14 projetos sociais à comunidade.
Realizado pela Associação dos Amigos da Educação e Cultura do Norte do Paraná (Àmen) e Universidade Estadual de Londrina (UEL), o Filo 2004 está orçado em R$ 1,5 milhão. O evento será patrocinado pela Prefeitura de Londrina, através do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (R$ 350 mil), Governo do Estado/Secretaria da Cultura (R$ 350 mil), Eletrobras (R$ 180 mil), Tim (R$ 100 mil), UEL (R$ 50 mil), com apoio da Cia. Iguaçu de Café Solúvel e LPR Promoção e Montagem. Para fechar a programação, o Filo ainda aguarda a resposta de mais um patrocinador.
A abertura do festival será no dia 7, no Cine-Teatro Ouro Verde, com o espetáculo ''Pequeno Sonho Vermelho'', texto de Fernando Bonassi montado pela Companhia Linhas Aéreas. O espetáculo paulistano é dirigido por Francisco Medeiros. Durante o dia haverá uma caminhada em homenagem ao aniversário de Londrina com integrantes do programa municipal Rede da Cidadania, artistas locais e grupos do programa estadual Paranização. O encerramento do Filo ficará a cargo do Ballet de Londrina.
Apesar de ainda não estar totalmente definida, a Mostra Internacional destaca algumas atrações. A companhia canadense Dulcinea Langfelder apresentará ''Victoria'', montagem em que a protagonista é uma doente mental que vive em cadeira de rodas e conta sua história através da voz, do corpo e das sombras.
Já a instalação ''Arcazaar dos Arquitetos do Ar'', da Inglaterra, é uma estrutura inflável de 1,2 mil metros quadrados que será montada no Zerão para receber o público durante seis dias. Os espectadores vão passear por túneis coloridos em uma viagem sensorial.
O dramaturgo e diretor argentino Daniel Veronesi retorna a Londrina com o grupo El Periféricos de Objetos para mostrar ''La Forma que se Despliega''. Da Suíça virá um espetáculo de dança contemporânea da Aliás Compagnie. Também estão programadas atrações do Chile, Colômbia, Estados Unidos, Uruguai, Itália, República Tcheca e França.
Entre os brasileiros, a programação mescla produções recentes com espetáculos que já acumulam algum tempo de estrada. A direção do Filo destaca ''Calendário de Pedra'' (Denise Stoklos), ''As Nuvens... e/ou Um Deus Chamado Dinheiro'' (Parlapatões/SP); ''Cão Coisa e Coisa Homem'' (Ateliê de Criação Teatral/Curitiba); ''Café com Queijo'' (Lume/Campinas); ''Mire & Veja'' (Cia. do Feijão/SP); ''Flor de Obsessão'' (Cia. Pia Fraus/SP); ''A Frente Fria que a Chuva Traz'' (Cemitério de Automóveis/SP) e ''O que diz Molero?'' (Centro de Demolição e Construção do Espetáculo/RJ). ''Sonho de Voar'', do grupo paulista XPTO, figura entre os oito espetáculos de rua da Mostra Nacional. O Filo selecionou ainda 12 espetáculos londrinenses. A grade completa será divulgada no início de maio.
Além do Ouro Verde e Teatro Zaqueu de Melo, serão palco do evento o Circo Funcart, Casa de Cultura da UEL, Usina Cultural e TOU, sem contar escolas, ruas, praças e outros espaços públicos da comunidade.
O diretor geral do Filo, Luiz Bertipaglia, conta que o festival também vai sediar um encontro internacional de palhaços, com fórum, debates e apresentações de 17 a 23 de maio.
Já a definição do Cabaré, mais uma vez, fica para depois. Enquanto não for confirmado o último patrocinador, nada pode ser adiantado em relação ao evento musical.

mockup