O mundo ainda está por ser revelado e não são somente os abençoados que têm poder de mostrar o que vêem, mas os que carregam a maldição de artistas, como a paranaense Denise Stoklos. Bênção e maldição não são antagônicos neles porque criam um mundo a partir do nada em sua arte ao mesmo tempo em que carregam os estigmas de artistas.
  Stoklos traz esses estigmas e o teatro é o lugar em que revela o que consegue ver. A atriz, autora e diretora, que nasceu em Irati, mas conquistou o mundo ao se apresentar em mais de 30 países. ‘‘Teatro é uma coisa que se revelou dentro e fora do meu ser desde que tenho conhecimento de estar viva. Já aos três, quatro anos me percebi dentro desse lugar chamado mundo. Eu tinha que revelar o mundo que via’’, afirma Stoklos, que se apresentou recentemente no
Festival Unipar de Teatro, em Umuarama.
  O universo de Stoklos pertence a todos, o que a fez conquistar Nova Iorque, onde se apresenta anualmente, desde 1987. Nele estão as coisas que mexem com cada um de nós e, por isso, não está preso a um lugar ou determinado pelo tempo. Um teatro sempre interessado no que envolve conduta de vida.
  ‘‘Queiramos ou não, com um nome ou outro. Nada é durável, o que a gente gosta e faz é um empecilho para a humanidade caracterizar o que é importante porque diz respeito à minha vida particular, mobiliza o meu ego. Isso é assunto que tem relatividade, sendo um tema que interessa ao meu Teatro Essencial. É quando o dono do seu âmago passa a todos, mexe com todos’’, ressalta Stoklos.


Marca ou cicatriz deixado por ferida; sinal natural do corpo; palavra também se refere a cada uma das cinco chagas de Cristo

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