Um gran­de pre­sen­te foi re­ce­bi­do no ani­ver­sá­rio de 25 ­anos da Com­pa­nhia de Tea­tro Ar­ma­zém. De­pois da apre­sen­ta­ção da sua ­mais no­va mon­ta­gem, ‘‘A Mar­ca da ­Água’’, na se­ma­na re­tra­sa­da no Fes­ti­val Ce­na Bra­sil In­ter­na­cio­nal, o gru­po foi um dos ­seis se­le­cio­na­dos pa­ra re­pre­sen­ta­rem o ­País, em 2013, em ­dois dos maio­res fes­ti­vais tea­trais do mun­do: o Fes­ti­val de Edim­bur­go, na Es­có­cia, e o de Avig­non, na Fran­ça.
  For­ma­da em 1987 em Lon­dri­na e atuan­do des­de 1998 no Rio de Ja­nei­ro, a Com­pa­nhia Ar­ma­zém ga­nhou re­co­nhe­ci­men­to na­cio­nal com es­pe­tá­cu­los que cons­troem uma dra­ma­tur­gia pró­pria, re­ple­ta de ele­men­tos ce­no­grá­fi­cos e com ên­fa­se na lin­gua­gem cor­po­ral de ­seus ato­res. Es­ta se­rá a pri­mei­ra vez que o gru­po faz uma ex­cur­são pa­ra fo­ra do Bra­sil. ‘‘Es­ta­mos to­dos mui­to fe­li­zes. É uma coin­ci­dên­cia que ago­ra, aos 25 ­anos, nós te­nha­mos re­ce­bi­do es­te con­vi­te. É um re­co­nhe­ci­men­to mui­to le­gal, que nos dei­xa mui­to ­contentes’’, de­cla­ra o di­re­tor Pau­lo Mo­raes, um dos fun­da­do­res do gru­po.
  Abor­dan­do o pro­ble­ma do es­pa­ço-tem­po atra­vés de uma nar­ra­ti­va poé­ti­ca e acro­bá­ti­ca, a pe­ça au­to­ral ‘‘A Mar­ca da ­Água’’ – cria­da por Pau­lo de Mo­raes e Mau­rí­cio Ar­ru­da Men­don­ça – pro­cu­ra fa­zer uma re­fle­xão so­bre o pa­ra­do­xo da exis­tên­cia, apre­sen­tan­do uma tra­ma cê­ni­ca na ­qual a nar­ra­ti­va ca­mi­nha jun­to com as mu­dan­ças ce­no­grá­fi­cas du­ran­te o es­pe­tá­cu­lo. ‘‘Ti­ve­mos al­gu­mas di­fi­cul­da­des no cro­no­gra­ma, mas a nos­sa gar­ra foi ­maior do que tu­do. O es­pe­tá­cu­lo foi mui­to bem re­ce­bi­do e a rea­ção do pú­bli­co foi ex­ce­len­te. Aca­bou dan­do tu­do ­certo’’, co­me­mo­ra Pau­lo. A pe­ça es­treia ofi­cial­men­te na ca­pi­tal ca­rio­ca em se­tem­bro des­te ano, e via­ja pa­ra a tem­po­ra­da eu­ro­peia na me­ta­de do ano que vem. Não há pre­vi­são de tem­po­ra­da em Lon­dri­na.

● É a arte da composição de texto destinado à representação feita por atores. A palavra ‘drama’ vem do grego e significa ação


● Refere-se à cenografia que é a arte, técnica e ciência de projetar e executar a instalação de cenários para espetáculos teatrais ou cinematográficos


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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