São Paulo - ''Entre tapas e beijos/ É ódio, é desejo/ É sonho, é ternura.'' Assim como os versos de ''Entre Tapas e Beijos'', canção da dupla Leandro & Leonardo que embala a sua abertura, a série ''Tapas e Beijos'', da Globo, caiu nas graças do público.
A prova disso são os índices de audiência crescentes. No episódio da última terça-feira, dia 5, que contava a história do envolvimento entre Chalita (Flávio Migliaccio) e a dançarina Samantha (Fabiula Nascimento), foi registrado o recorde da série, que alcançou média de 31 pontos de Ibope (cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande São Paulo).
''O programa deu certo porque houve uma combinação de vários fatores, como o texto, o elenco e a direção, que são muito bons'', opina o ator Flávio Migliaccio. ''Depois do Xerife (do seriado ''Shazan, Xerife & Cia.', exibido de 2002 a 2004 pela Globo) e do tio Maneco (de ''O Super Tio Maneco', exibido pela TVE em 1978), esse é o personagem da minha carreira que teve mais repercussão'', acrescenta.
Para Cláudio Paiva, autor de ''Tapas e Beijos'', há identificação do público com as peripécias de Fátima (Fernanda Torres), Sueli (Andrea Beltrão) e companhia. ''São histórias de amor de pessoas que têm de trabalhar o dia inteiro. De alguma maneira, todo o mundo enfrenta isso'', diz o escritor.
No programa, Fátima e Sueli são amigas solteiras que trabalham em uma loja de vestidos de noiva e sempre se veem enroladas com suas vidas amorosas. ''As pessoas gostam dessas personagens, que, no mínimo, parecem-se com alguém que elas conhecem'', afirma Érico Brás, que interpreta o malandro Jurandir, ex-marido de Sueli.
''Tapas e Beijos'' fica na Globo até o fim deste ano. Segundo Paiva, a emissora já ''deu sinal'' de que o programa voltará à programação em 2012.

mockup