A história de "As Aventuras de Pi'', descrita no livro do canadense Yann Martel, era considerada impossível de ser transposta ao cinema por conta das dificuldades de se mostrar um garoto em um bote salva-vidas, ao lado de um tigre.
Um dos primeiros desafios do diretor Ang Lee era reproduzir a imensidão do oceano Pacífico. Para esse fim, foi construído, em um aeroporto abandonado de Taiwan -terra natal do cineasta- uma tanque de 70 metros de comprimento por 25 metros de largura, com capacidade para mais de 2 milhões de de litros água. A "piscina'' ainda tinha capacidade de gerar ondas de mais de 1, 80 metro de altura, a partir de 12 motores com potência 150 cavalos. Foi o maior tanque de água já feito no cinema.
O longa também foi filmado em 3D. A ideia era proporcionar ao público uma sensação de imersão e não de objetos pulando em cena. A missão foi cumprida, e as cenas que fundem o mar aberto e o céu são verdadeiros espetáculos.
A história de convivência entre Pi e o tigre também tem sido usada como forma de alertar sobre a extinção do animal. O Peta, um grupo de defesa dos animais, espera que o filme alerte a sociedade sobre a questão. (Folhapress)

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