Tânia Bloomfield abre instalação
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de março de 2001
Elisa Marilia Carneiro De Curitiba 
As amarras dos relacionamentos interpessoais estão representados na forma de travesseiros presos com tiras de metal oxidado, na instalação Opus, da artista plástica Tânia B. Bloomfield, a partir de hoje, às 18h30, na Sala Arte, Design & Cia, da Universidade Federal do Paraná.
Como uma metáfora sobre tensão e soltura, espaços positivo e negativo, leveza e trabalho árduo, a instalação faz referência ao universo masculino e feminino. O metal protege ao mesmo tempo que comprime e oprime. O travesseiro simboliza a subordinação feminina, as tarefas diárias e repetitivas de casa, esclarece.
A primeira exposição dessa obra foi em João Pessoa (PB), em setembro de ano passado, no complexo arquitetônico do Centro Cultural São Francisco, do século 17. A próxima será, em maio, em Natal e a última, no Museu de Arte Sacra em Curitiba, de julho a setembro, Faço uma triologia, reagrupando a instalação de modos diferentes, conta Tânia.
Professora de Tridimensionais, na UFPR, Tânia diz que esta instalação tem caráter didático, Os alunos me pediram muito, então montei esta instalação com fotos e fragmentos da primeira.
Ela conta, ainda, que aparentemente não-moldáveis, os travesseiros remetem à tensão e à soltura da forma, que é delimitada pelo metal e vice-versa. Uma das instalações montadas na Sala Arte, Design & Cia, é como um calendário de 11 colunas e sete linhas, num movimento infinito, contínuo e repetitivo.
Opus, instalação de Tânia B. Bloomfield. Abertura hoje, às 18h30, na Sala, Design, & Cia, da Universidade Federal do Paraná (Rua Gal. Carneiro, 460), em Curitiba. A mostra permanece até dia 13 de abril, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 13 às 19 horas.


