As amarras dos relacionamentos interpessoais estão representados na forma de travesseiros presos com tiras de metal oxidado, na instalação ‘‘Opus’’, da artista plástica Tânia B. Bloomfield, a partir de hoje, às 18h30, na Sala Arte, Design & Cia, da Universidade Federal do Paraná.
Como uma metáfora sobre tensão e soltura, espaços positivo e negativo, leveza e trabalho árduo, a instalação faz referência ao universo masculino e feminino. ‘‘O metal protege ao mesmo tempo que comprime e oprime. O travesseiro simboliza a subordinação feminina, as tarefas diárias e repetitivas de casa’’, esclarece.
A primeira exposição dessa obra foi em João Pessoa (PB), em setembro de ano passado, no complexo arquitetônico do Centro Cultural São Francisco, do século 17. A próxima será, em maio, em Natal e a última, no Museu de Arte Sacra em Curitiba, de julho a setembro, ‘‘Faço uma triologia, reagrupando a instalação de modos diferentes’’, conta Tânia.
Professora de Tridimensionais, na UFPR, Tânia diz que esta instalação tem caráter didático, ‘‘Os alunos me pediram muito, então montei esta instalação com fotos e fragmentos da primeira.’’
Ela conta, ainda, que aparentemente não-moldáveis, os travesseiros remetem à tensão e à soltura da forma, que é delimitada pelo metal e vice-versa. Uma das instalações montadas na Sala Arte, Design & Cia, é como um calendário de 11 colunas e sete linhas, num movimento infinito, contínuo e repetitivo.
• ‘‘Opus’’, instalação de Tânia B. Bloomfield. Abertura hoje, às 18h30, na Sala, Design, & Cia, da Universidade Federal do Paraná (Rua Gal. Carneiro, 460), em Curitiba. A mostra permanece até dia 13 de abril, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 13 às 19 horas.

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