Tamanho não é documento
Josoé de CarvalhoFernando Bastos e Marli Tavares: buscando formas alternativas no mercadoHá 10 anos afastado do circuito de exposições - por opção - ele busca formas alternativas de colocar o seu trabalho no mercado. O projeto mais recente de Fernando Bastos é a Fábrica de Paisagens - As Cores da Terra. Pintar miniquadros em série é uma forma, segundo o artista plástico, de tornar a arte mais acessível ao público e também de sobreviver. Desde o Plano Real, que vem espremendo todo mundo, a saída é encontrar formas alternativas de sobreviver- explica. Desde fevereiro, Bastos e Marli Pereira Tavares, sua esposa, já pintaram mais de 50 miniquadros.
Todos os trabalhos retratam paisagens dos quatro elementos básicos que compõem a natureza - Água, Terra, Fogo e Ar - e também o éter assim dispostos: a Água, através das paisagens marinhas; a Terra representada através de paisagens rurais; o Fogo, através de paisagens urbanas de Londrina; o Ar, através de paisagens celestiais; e o Éter através de paisagens cósmicas.
O preço dos miniquadros varia de R$10,00 a R$50,00, com uma alternativa: quem quiser determinada paisagem em tamanho maior paga o preço proporcional. Sai mais barato porque se trata de um quadro resolvido, é só ampliar- explica Bastos.
LoteriaEste não é o primeiro projeto alternativo do artista plástico - ele já fez pintura em série e vende suas obras (a maioria em nanquim holandês sobre papel alemão) através de sorteios realizado pela Loteria Federal. Até agora, já foram realizados quatro sorteios, um a cada cinco anos.
Mas nem sempre o artista plástico, com 25 anos de carreira, buscou formas inusitadas de colocar sua arte no mercado. Em seu currículo consta a participação em 100 exposições, entre individuais e coletivas, além de 10 prêmios em 30 salões de artes. Ao todo, o artista já computa mais 400 obras comercializadas.





