Curitiba - Muitos símbolos da cultura holandesa fazem parte do imaginário popular, como o tamanco e os moinhos. Mas são poucas as pessoas que sabem como eles surgiram.
Os tamancos de madeira, chamados de ''klompen'', são feitos do álamo. Eles foram criados pelos camponeses da Holanda, que precisavam aquecer os pés e não tinham dinheiro para comprar sapatos. O tamanco de madeira, preenchido com feno, ajudava a suportar o frio nos pés. Ele é usado até hoje por alguns colonos e em apresentações folclóricas. Para conseguir usar sem machucar os pés, a dica dos holandeses é usar várias meias.
O mais antigo moinho na Holanda data de 1240. Há cem anos, havia 10 mil unidades em todo o País. Hoje, restam cerca de mil. Quinhentos e setenta deles são usados na moagem de cereais. Embora tenham ficado conhecidos na Holanda, há registros anteriores de moinhos no Oriente Médio.
O realejo, ou ''draaiorgel'' em holandês, é um instrumento musical muito comum em festas nos Países Baixos. Para manejá-lo, não é necessário conhecimento de música, pois o realejo é tocado automaticamente quando livros com furos (marcando as notas musicais) são introduzidos no equipamento.
A maioria dos holandeses que vivem nas colônias paranaenses mantêm a religião Evangélica Reformada. A língua também é preservada em cultos e em escolas que ensinam holandês para as crianças. A rainha holandesa Beatrix ainda está presente em retratos dentro das casas dos colonos.
Para o holandês, a refeição é um ato de prazer. A culinária é variada e com toques agridoces. O ''Hutspot'' é um purê de batatas com cenoura e cebola. Na tradição holandesa, esse prato é servido no jantar, pontualmente às 18 horas. A carne suína e de frango também está presente, assim como o tempero ''curry'', no arroz.
Grupos folclóricos mantêm a tradição das danças e dos trajes típicos nas colônias e são presença certa nos roteiros de turismo. (E.T.)

mockup