A ideia partiu de Jayme Garfinkel, acionista majoritário da companhia. Fã de fotografia, já havia aberto um espaço expositivo e gostaria de criar um concurso interno, para os funcionários, o que efetivamente aconteceu. ''Mas não teve muita aceitação'', lembra Oliveira. ''Aí eu disse: se você me der mais, faço um concurso nacional e projeto o nome da empresa.'' Marqueteiro dos bons, o artista plástico sugeriu que o nome da companhia constasse no do prêmio. ''E também fiz uma jogadinha: os prêmios são aquisitivos para criar um acervo'', comenta Oliveira. Hoje, parte da coleção, que reúne nomes importantes da fotografia brasileira, como Thomas Farkas, Claudia Andujar e Luiz Braga, é exposta de forma permanente no Espaço Porto Seguro de Fotografia, aberto ao público.
O prêmio também trouxe à grande mídia o talento de desconhecidos. É o caso de Tonho Ceará, fotógrafo nascido em Juazeiro do Norte. ''A gente olhou as fotos e se encantou'', lembra Oliveira. ''Na seleção não vemos os currículos. A gente achou que ele era um cara muito intelectualizado, de sensibilidade super apurada, fazendo relações com o trabalho de outros fotógrafos''. A surpresa veio quando acessaram o currículo na hora de definir a premiação. ''E descobrimos que ele era um fotógrafo lambe-lambe analfabeto, foi incrível''. Tonho Ceará, de batismo Antonio Monteiro Góis, hoje reside no Recife (PE), onde continua fazendo retratos, e foi o vencedor na categoria Brasil de 2008.

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