Talento premiado
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sábado, 05 de novembro de 2005
Liliana Onozato<br> Reportagem Local 
Conta a velha lenda, conhecida entre os violeiros tradicionais, que a arte da viola é um dom de Deus. Quem não nasceu com violeiro, só mesmo com ''simpatia das bravas''.
Mito ou não, a verdade é que o Segundo Prêmio Syngenta de Música de Viola, realizado na última terça-feira, em São Paulo, exibiu diversos violeiros com talento à flor da pele.
O paranaense Rogério Gulin, 45 anos, de Curitiba, conquistou o segundo lugar com a música ''Tempestade''. Junto à sua viola de dez cordas, Gulin também participou da primeira edição do Prêmio Syngenta. Além de tocar por hobby, também leciona viola e violão no Conservatório de MPB.
A segunda edição do evento recebeu 158 inscrições de músicas de 118 violeiros de diversas regiões do País. Só puderam concorrer temas inéditos instrumentais compostos para viola. Os 16 finalistas terão seus temas lançados em CD, gravado ao vivo. Também está nos planos dos realizadores o lançamento das apresentações em DVD.
O primeiro colocado foi o compositor, arranjador e violeiro mineiro Chico Moreira, com o tema ''Cachorro Doido''. Natural de Borda da Mata (MG) e formado em música, Moreira toca vários instrumentos de corda e sopro e foi integrante da primeira formação da Orquestra Jovem da Sinfônica Brasileira. O seu prêmio foi de R$ 10 mil.
As classificações seguintes ficaram da seguinte maneira: 3º lugar, Marcus Ferrer com ''Toada Serra Mar''; 4º lugar, Elias Kopcak com ''Flecha do Tempo'' e 5º lugar, Daniel de Paula com ''Curva de Rio''. Também foram premiados Neimar Dias com ''Capim 1'' (Prêmio Revelação) e Lauri da Viola, com ''Viola Regateira'' (Prêmio Aclamação).
O júri foi presidido pelo também violeiro Ivan Vilela, e composto pelos músicos Arrigo Barnabé, Paulo Bellinati e Paulo Freire, além dos críticos de música Tárik de Souza e Carlos Calado.


