Estudando violoncelo desde os 9 anos de idade, Joás dos Santos Cardoso, de Belém do Pará, hoje com 13 anos, está sendo considerado um dos jovens talentos da 17º Oficina de Música de Curitiba.
Para o professor de violoncelo David Chew, o que mais impressiona na maneira de Joás tocar é sua naturalidade. ‘‘Trata-se de um talento raro. Ele tem um arco que só é conseguido por outros profissionais depois de anos de estudo. Joás é um dos talentos que o Brasil deve cuidar e investir.’
O violoncelo entrou na vida de Joás meio por acaso, como ele mesmo gosta de lembrar. Aos oito anos ele se interessou por música, estimulado pelo pai que toca teclado e violão clássico. Joás iniciou as aulas de musicalização e, no ano seguinte, fez curso preparatório para um instrumento, na Fundação Carlos Gomes, em Belém. O grande interesse do menino era o piano. No entanto, como não havia um piano disponível para as aulas, Joás resolveu aprender violoncelo, que estava ‘‘sobrando’’ na Fundação.
Incentivado pelo professor Áureo de Freitas, Joás apaixonou-se pela sonoridade do violoncelo. Em pouco mais de dois anos ele não só aprendeu a tocar como tornou-se uma revelação. A pouca experiência e idade são compensados com muita aplicação e disciplina, que fizeram Joás tocar à frente de algumas orquestras. ‘‘É ótimo porque as pessoas admiram o meu trabalho.’

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