Talento para viver
Atriz, diretora teatral, produtora cultural e médica psiquiatra, impossível resumir a história de Nitis Jacon a apenas uma dessas facetas. Ela é muitas em uma e uma em muitas. Tanto que não dá para dissociar sua atuação frente às atividades que, no primeiro momento, parecem ser totalmente incompatíveis. "Tudo caminha junto. Você não imagina o que eu ganhei no teatro por causa da medicina para lidar com o problema de quem sofre e precisa de ajuda e compreensão", diz, em uma conversa despretensiosa, porém não menos importante, na biblioteca de sua casa em Arapongas.
Ela acaba de completar 81 anos, coincidentemente o aniversário foi no dia estreia da edição do FILO deste ano, quando foi fortemente aplaudida, ainda que não estivesse presente fisicamente. E lá se vão 48 anos somente de festival que, dentre as incontáveis atrações, trouxe figuras importantes da arte mundial como Eugenio Barba, do Odin Teatret, sediou uma edição do ISTA (sigla em inglês para Escola Internacional de Antropologia Teatral) e Kazuo Ohno em sua emblemática encenação sob um palco flutuante no Lago Igapó.
Nitis assumiu a coordenação do FILO em 1971, transformando-o no evento que é hoje. Depois disso, presidiu o Teatro Guaíra, em Curitiba. Mas a relação dela com a arte já era forte. Muito antes havia fundado o GRUTA, grupo teatral de Arapongas. Em 1968, criou o grupo Núcleo, formado a partir do Festival Internacional Universitário de Teatro Universitário. Logo após, nada mais que por três décadas, dirigiu o PROTEU (Projeto Experimental de Teatro Universitário). Foi ainda uma das responsáveis pela criação do curso de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Festival de teatro criado em 1968, em Londrina, que, até hoje, traz grupos importantes do Brasil e do exterior
Grupo de teatro que teve atuação marcante na cultura de Londrina nas décadas de 70, 80 e 90
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





