Taís Araújo e Edward Boggiss estréiam no cinema e mostram tudo o que sabem
Mário CesarPERFILTaís Araújo: mergulho nos livros de História para interpretar personagem do filmeA morenice de Taís Araújo explodiu no Brasil aos 17 anos em ‘‘Xica da Silva’’. Interpretando uma escrava alforriada, a atriz carioca elevou os ânimos do diretor Walter Avancini e os pontos do Ibope. Ao final, a crítica se rendeu ao seu talento. Carregar ladeira acima uma personagem que a exuberante Zezé Motta deu tanta luz, não foi nada fácil, mas promoveu uma reviravolta em sua vida. Sobre a recusa em fazer determinadas cenas apelativas, Taís foi categórica ao questionar ‘‘por que vulgarizar o mito?’’.
Taís Araújo pisou no palco pela primeira vez aos 11 anos, mas como gosta de frisar ‘‘como atividade extracurricular’’. Algumas peças e dois anos depois, profissionalizou-se, atuando no Teatro de Lona, no Rio de Janeiro. Na tevê, sua estréia foi em ‘‘Tocaia Grande’’, na Rede Manchete, saltando para protagonizar ‘‘Xica da Silva’’, para finalmente entrar no domínio global no remake ‘‘Anjo Mau’’.
Para dar vida a militante estudantil Ana, em ‘‘O Caminho dos Sonhos’’, Taís Araújo mergulhou fundo nos livros históricos que retratavam a época. ‘‘O diretor aceitou o personagem como criei’’, afirma. A efervescência cultural desse período empolgou muito a atriz. Entre Ana e Taís foram encontradas algumas semelhanças, pois no colégio, ela sempre estava engajada como representante de turma. Ana rendeu uma premiação para Taís Araújo como melhor atriz no Festival de Cinema de Miami, em maio deste ano. ‘‘Não gosto de me ver na tela, encontro muitos defeitos’’, confessa Taís. Mas os defeitos encontrados por ela se restringem à interpretação.
Ela está na próxima novela das oito ‘‘Terra Nostra’’, de Benedito Ruy Barbosa, tendo gravado o primeiro capítulo. Com o sucesso de ‘‘Xica da Silva’’ no exterior, a garota visitou recentemente o Chile e a República Dominicana, para divulgar a novela. Agora, está de malas prontas para Angola.
Como star de um campo celeste tão observado, Taís acredita que o relacionamento amoroso é complicado, mas não impossível. Depois de um namoro com o cantor Netinho, vocalista do Negritude Júnior, ela confessa estar de coração livre novamente. Enquanto ninguém ocupa uma vaga no coração de Taís Araújo, o trabalho faz as vezes.(F.F.)

Mario CesarEdward Boggiss: ator preparou-se duas semanas para fazer o filmeO ator Edward Boggiss carrega no nome e no sangue a ascendência britânica. O passaporte, no entanto, foi carimbado na Colômbia e Estados Unidos, países onde morou acompanhando o pai, gerente de Recursos Humanos da Esso. A desenvoltura precoce o levou aos palcos. No Brasil, atuou no teatro no Centro de Artes Caluste Goubemkiam, Rio de Janeiro. Consta em seu currículo, passagens pelo O Tablado e Casa Laura Alvim, dois templos sagrados das artes cênicas cariocas.
Para protagonizar ‘‘O Caminho dos Sonhos’’, se preparou durante duas semanas, enfrentando 109 das 120 cenas do roteiro. Os veteranos Elliot Gould e Talia Shire repetiam as cenas de forma diferente a cada take, e isso acabou fazendo com que Edward sacasse que o caminho era a diversidade na forma de representar. ‘‘Eles me davam toques o tempo todo’’, confessa. Atualmente, está de posse de três outros roteiros cinematográficos.
Desde fevereiro, faz parte do seriado ‘‘Malhação’’ (ele é o Caio). Segundo costuma contar, um pseudoteste com uma hancam, feito pelo diretor de elenco Luís Antônio, abriu as portas da Globo. ‘‘No dia seguinte, ligaram para eu assinar o contrato’’, diz exultante.
Em relação ao sucesso meteórico na televisão, Edward quer estabelecer uma base firme, subindo devagar. Coincidentemente ou não, depois que entrou no seriado ‘‘Malhação’’, o Ibope escalou picos de 32 pontos. ‘‘Nos três primeiros meses, estava em 60% dos capítulos’’, festeja sem constrangimento.
Desejado e, no entanto, solitário, Edward confessa que em se tratando de relacionamento afetivo é preciso ‘‘se entregar, e seja o que Deus quiser’’. A beleza de Edward Boggiss pode ser mensurada pelo volume de cartas que recebe, como também pelo teor das cartas. Fãs à beira de um ataque histérico e compulsivamente apaixonadas não faltam.
Em Gramado, uma fã se derretendo em lágrimas, entregou-lhe uma carta-rolo quilométrica com o registro interminável: ‘‘eu te amo. eu te amo. eu te amo...’’. A descarga hormonal em forma de carta foi parar na coleção ator, cada vez mais crescente.

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