Capital do Estado de New South Wales, a cidade cercada por uma floresta de eucaliptos e acácias, passou por uma reestruturação orientada pelo Greenpeace
Quando tiver início a abertura oficial da última Olimpíada do milênio, em 15 de setembro, no Stadium Austrália, significará o fim de toda uma preparação que teve início em 1993, quando Sydney foi escolhida pelo Comitê Olímpico Internacional para ser a sede da 27ª Olimpíada da História Moderna, desbancando Pequim, Berlim, Istambul e Manchester. Foi uma total remodelação de toda a cidade, capital do Estado de New South Wales, cercada por uma floresta de eucaliptos e acácias.
A grande preocupação com o meio ambiente é evidente em toda a Austrália, o que poderá ser observado nos jogos – pelos cerca de 10 mil atletas (o Brasil estará representado por 204 atletas) de 199 países e por um público que deve chegar fácil na marca dos 3 milhões, sem contar os milhões de telespctadores. Não é só isso. Os jogos também prometem surpreender pelo requinte tecnológico. Só para se ter uma idéia, serão desenvolvidas aproximadamente 10 milhões de linhas de código de software para dar suporte ao evento.
Desde cedo, o australiano é estimulado a preservar a ecologia. Foi este conceito que resultou em cidades limpas, com jardins parques e florestas muito bem-cuidados. Na verdade, são mais de 3 mil parques nacionais e reservas ecológicas, dentro e fora das cidades. Alguns, são conhecidos em todo o mundo, como o Uluru-Kata Tjuta National Park (que abriga a maior rocha do mundo) e a imperdível Grande Barreira de Coral.
As obras de reestruturação para os jogos consideraram as orientações do Greenpeace daquele país. Equipamentos especiais irão garantir a economia de energia, a prioridade será o consumo de energia e ventilação naturais, até a água será reciclada.
Em setembro, o centro das atenções será a baía de Homebush, distante cerca de 14 quilômetros a oeste do centro de Sydney. Pensando na praticidade, Homebush irá abrigar o Parque Olímpico. Serão mais de 20 locais para competições de diferentes modalidades.
Antes dos europeus chegarem, esta região era formada por pântanos e bosques. Quem descobriu o lugar foram dois exploradores: o capitão John Hunter e o tenente William Bradley. Mesmo com o crescimento da cidade, a área ficou isolada e cercada por vegetação. Algum tempo depois, tornou-se depósito de lixo, e assim ficou por 50 anos.
Foi um significativo projeto ambiental impulsionado pela Olimpíada. Só para que este depósito de lixo se transformasse no mais moderno parque olímpico do mundo foram gastos US$ 350 milhões.
Ao redor do parque foram plantadas 200 mil árvores. A Vila Olímpica, que fica dentro do Parque Olímpico, e onde ficarão alojados todos os atletas participantes, foi considerado o maior bairro do mundo iluminado por energia solar. Os alojamentos foram construídos com madeiras de reflorestamento e tintas não-tóxicas. Já nas unidades de aquecimento, foi instalado um sistema modelar de reaproveitamento de água e dejetos. Este sistema funciona com energia proveniente de 6 mil painéis solares.
Para ficar totalmente pronta, Homebush consumiu perto de US$ 3 bilhões. No total, os australianos gastaram a ‘‘módica’’ quantia de US$ 5 bilhões em obras de infra-estrutura, o que inclui a construção de novos prédios, comerciais e residenciais, e cerca de 20 hotéis.
Turistas poderão ver de perto a suntuosidade do Parque Olímpico. Algumas empresas estão promovendo tours aos visitantes, como a Red Terra Tours (00**612) 9555-2700; e a State Transit (00**612) 9207-3170. Há, ainda, a opção de procurar o Homebush Bay Information Centre (00**612) 9735-4344 que também tem uma programação de passeios especial.

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