O ginecologista e obstetra André Tosca afirma que adora se reunir em casa com os pais e os amigos para ver um filme interessante, tomar um bom vinho e comer uma refeição preparada com carinho e atenção. Além disso, o debate que rola após cada exibição ajuda a enriquecer os laços de amizade. Mas avisa: ''Não gosto de filme de terror. Prefiro o romance, o drama, os épicos''. Avesso ao choro, é mais de sentir ''uma dor no peito'', principalmente quando o filme ''toca no sentido do sentimento humano, principalmente nas relações familiares''.
Assumidamente romântica, a secretária-executiva Elissandra Maronato - que prefere ser chamada de Sandy - tem um gosto eclético que vai do romance a filmes de terror (desde que sem cunho religioso). ''Gosto da sensação do susto, mas com um certo autocontrole. Na vida real esse tipo de sensação é mais complicado'', argumenta.
Apesar das idas cada vez mais raras ao cinema - devido aos cuidados com a filha Manuela, de dois anos e nove meses -, ela e o marido não abandonam o velho hábito de se deliciarem com as aventuras cinematográficas - embora nem sempre na companhia um do outro. Para solucionar o impasse, dois aparelhos de DVD - um na sala e outro na cama - trazem a paz: cada um assiste ao que mais lhe apetece.
Um filme que ela sempre volta a rodar - e rebobinar para ver de novo - é o clássico ''E O Vento Levou'', que já perdeu as contas de quantas vezes viu e releu o livro. ''Ele é muito significativo para mim. Quando tinha uns oito anos esse filme passou na Globo e pela primeira vez os meus pais deixaram eu assistir. Terminou tarde, mas eu aguentei firme'', relembra Sandy, que ganhou a nova alcunha logo que nasceu, dos pais que eram apaixonados pelos personagens principais de ''Nos Tempos da Brilhantina'' - Danny e Sandy. A lágrima é o melhor colírio. (A.P.N.)

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