Curitiba - As cortinas não precisam se abrir, nem as luzes se apagar para que o espectador da peça ''O Enigma'' se sinta envolvido pelo espetáculo. Para tanto, basta chegar até o lugar da apresentação: uma estação de trem.
Lançada no ano passado pela companhia EnCena, a peça ingressou, em agosto, no calendário permanente de atrações teatrais de Curitiba graças a uma parceria com a empresa que opera os trens turísticos do Estado.
Inspirada no livro ''Assassinato no Expresso do Oriente'', de Agatha Christie (1890-1976), a peça é encenada em um trem de luxo, que vai de Curitiba a Paranaguá.
Na apresentação, o público não vai além dos limites da ferroviária -o trem ''quebra'' e todos são convidados a descer até a oficina, onde acontece a cena final.
A ideia, como em um clássico policial, é descobrir quem é o assassino, tarefa para a qual o público é convidado e à qual se dedica desde a chegada, com a leitura de um jornal que noticia o crime e dá as primeiras pistas.
Mais do que suspense, a peça aposta no humor. ''A ideia não é fazer algo pesado'', conta o autor e diretor Juscelino Zilio.
Em experiência anterior, a companhia encenou um espetáculo sobre um serial killer dentro de um mercado de antiguidades. Alguns espectadores passavam mal e tinham que ir embora.
Em ''O Enigma'', os personagens, quase caricatos, jogam suspeitas uns sobre os outros, inclusive sobre o público, que é convidado a interagir o tempo todo.
Quem dá o palpite mais próximo à solução do crime ganha uma viagem de Curitiba para Morretes, no litoral paranaense. De trem, claro.
Nesta temporada, a peça tem uma última apresentação hoje. Ano que vem, preveem-se outras 30 apresentações bancadas pela lei de incentivo da prefeitura local.
Serviço
''O Enigma''
Quando - Hoje às 21h
Onde - Rodoferroviária de Curitiba (av. Presidente Afonso Camargos, 330)
Quanto - R$ 50

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