O cartunista paranaense Glauco Villas Boas, de 53 anos, morreu na madrugada de ontem após ser baleado em Osasco, onde vivia. O filho dele, Raoni, de 25, também foi baleado e morreu a caminho do hospital. Os dois teriam sido vítimas de uma tragédia. O assassino era conhecido da família e frequentava a Igreja Céu de Maria, fundada por Glauco inspirada nos cultos do Santo Daime. Segundo a polícia, trata-se do estudante universitário Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos.
O autor do crime vive no Alto de Pinheiros, na zona oeste da capital, e estava afastado dos cultos há cerca de seis meses. No fim da noite de quinta-feira, ele teria ido ao encontro de Glauco e Raoni. Levava uma pistola 765. Houve uma discussão e o rapaz disse que iria se matar. Pai e filho tentaram demovê-lo da ideia, quando acabaram sendo mortos. Depois de assassinar Glauco e Raoni, o rapaz fugiu em um Volkswagen Gol.
Os corpos de Glauco e Raoni foram liberados ontem. A pedido da família, o velório seria uma cerimônia reservada e o acesso ao público só seria permitido no enterro, previsto para hoje, no Cemitério Gethsemani Anhanguera.
Na manhã de ontem, quando a morte de Glauco e Raoni veio a público, a primeira hipótese é de que se trataria de uma tentativa de assalto praticada por dois homens. Horas depois, foi divulgada a informação de que o boletim de ocorrência do crime indicava a participação de um terceiro suspeito, que estaria no Gol.
Uma testemunha reconheceu o suspeito como um frequentador da igreja. A partir dessa identificação, a polícia levantou informações sobre o carro e o endereço do rapaz. Até o fechamento da edição, a polícia não havia localizado o suspeito.


Carreira
Nascido em Jandaia do Sul, interior do Paraná, Glauco começou a publicar suas tirinhas no ‘‘Diário da Manh㒒, de Ribeirão Preto, no começo dos anos 70.
Em 1976, foi premiado no Salão de Humor de Piracicaba e, no ano seguinte, começou a publicar seus trabalhos. Entre seus personagens estão Geraldão, Cacique Jaraguá, Nojinsk, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Ficadinha, Netão e Edmar Bregman, entre outros.
Em 2006, ele lançou o livro ‘‘Política Zero’’, reunião de 64 charges políticas sobre o governo Lula.

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