A polêmica escritora americana Susan Sontag, 67 anos, foi uma das vencedoras do prêmio Nacional do Livro, uma das mais importantes distinções literárias nos Estados Unidos.
Sontag, que é toda uma legenda da contracultura contemporânea, recebeu este prêmio, atribuído há 51 anos pela Fundação Nacional do Livro, na categoria de ficção por seu último romance, ‘‘In America’’ (Farrar, Straus & Giroux).
Sontag se inspirou para este seu quarto romance na atriz mais famosa da Polônia, Helena Modjeska, que deixou Varsóvia no final do século passado, rumo à Califórnia, para fundar uma comuna.
O escritor de ficção-científica Ray Bradbury, o autor de ‘‘Crônicas Marcianas’’, que nunca foi postulado para concorrer a um destes prêmios literários, foi honrado com uma medalha pela totalidade de sua obra, numa cerimônia realizada quarta-feira em um grande hotel nova-iorquino.
‘‘Este que ouvem esta noite não sou eu, mas fantasmas de outros escritores’’, disse ao público Bradbury, acrescentando que escrever tinha sido para ele ‘‘uma surpresa e um prazer’’.
O autor de ‘‘Fahrenheit 451’’ lembrou sua pobreza quando escreveu este livro, adaptado à tela por François Truffaut.
O prêmio de não-ficção foi dado a Nathaniel Philbrick, por ‘‘In the Heart of the Sea: the Tragedy of the Whaleship Essex’’, publicado pela editora Viking Penguin.
Este livro conta a verdadeira história de um barco baleeiro, que afundou em em 1820 por causa de uma baleia, e que inspirou Herman Melville a escrever sua obra-prima ‘‘Moby Dick’’.
O autor disse que tinha ouvido essa história quando era menino, da boca de seu pai, um professor especializado em histórias marítimas.
Na categoria de poesia, a Fundação premiou a poeta americana Lucille Clifton por ‘‘Blessing the Boats, Selected Poems, 1988-2000’’.
O prêmio implica também uma soma de 10.000 dólares e uma escultura de cristal.

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