Em 11 de abril, Susan Boyle deixou de ser apenas uma escocesa desajeitada dona do gato Pebbles para se tornar uma voz de alcance planetário. Naquele dia, ela espantou o mundo com uma interpretação estonteante de ''I Dreamed a Dream'' (do musical Les Misérables) no programa de televisão britânico ''Britain's Got Talent''.
Boyle, 48 anos, não ficou com o primeiro lugar - perdeu para um grupo de dançarinos meia-boca chamado Diversity-, mas sua fama ficou maior do que a do programa. Tanto que nesta semana saiu na Europa e nos EUA o primeiro disco da agora cantora profissional Susan Boyle (a Sony promete lançá-lo em breve no Brasil).
''I Dreamed a Dream'' é o nome do álbum, que bateu recorde como o disco que teve o maior número de pré-vendas da história da Amazon - a empresa não divulgou números, mas especula-se que tenha batido nos 150 mil pedidos.
Em tempos de escassez na indústria da música, Boyle é um investimento seguro. Seus vídeos no YouTube já ultrapassaram as 100 milhões de visualizações. Os shows dificilmente são realizados com lugares disponíveis na plateia. E até foi mencionada em ''Simpsons''.
Em ''I Dreamed a Dream'', além da canção-título, Boyle tenta investir em áreas menos óbvias - a primeira faixa do disco é ''Wild Horses'', balada dos Rolling Stones.
Há espaço para Madonna (''You'll See'') e Monkees (''Daydream Believer''). Segundo o encarte, foi Boyle quem escolheu as faixas.
Mas a cantora não foge das baladas e do sentimentalismo superficial - estão no álbum versões para ''Cry Me a River'', ''Amazing Grace'' e a natalina ''Silent Night''.

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