Em clima de ‘‘Quem Matou J.R.?’’, o tão famoso episódio da série ‘‘Dallas’’, chegou ao final anteontem nos Estados Unidos ‘‘Survivor’’, a versão americana de ‘‘No Limite’’ da Rede Globo. O episódio final do programa da CBS, com duas horas de duração, mais um debate de uma hora ao vivo de Los Angeles, teve uma audiência prevista de 40 milhões de espectadores.
O ganhador do prêmio final foi Richard Hatch, um administrador de empresas de Rhode Island, de 39 anos, abertamente gay. De acordo com pesquisas feitas pela CBS antes de o programa ir ao ar, ele era o que tinha menos chances de vencer. Com seu approach de ‘‘dividir e conquistar’’, o ‘‘sobrevivente’’ era o menos popular entre os candidatos que ficaram até o final na ilha de Pulau Tiga, no Mar do Sul da China.
No último conselho tribal, Rich disputou o prêmio com a guia turística Kelly Wiglesworth, de 23 anos, que mora em Las Vegas, Nevada (ela levou US$ 100 mil pelo vice-campeonato). Desde o início, ele e outros três ‘‘náufragos’’ tinham uma aliança para botar para fora da ilha seus outros 12 concorrentes. A estratégia funcionou e os quatro ficaram por último.
No fim das contas, a grande vencedora foi a CBS. A emissora uma das três grandes dos Estados Unidos (ao lado da ABC e da NBC), conseguiu transformar um pouco o perfil de sua audiência, que tinha mais de 50 anos, e hoje disputa o importante mercado consumidor jovem. Cada comercial de 30 segundos nos intervalos do final de ‘‘Survivor’’ foram vendidos por US$ 600 mil, uma façanha para o verão, o período em que a audiência da TV é mais baixa.
Outra façanha da CBS foi manter o segredo de quem era o ganhador. O programa foi filmado quatro meses atrás e mais de 150 pessoas tinham conhecimento do segredo. Por conta de contratos que previam processos de US$ 4 milhões para quem abrisse a boca, a emissora conseguiu levar o suspense até o final.

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