Rio atravessa praticamente toda a costa norte do Estado e alguns municípios, e empreendedores já entenderam sua importância para impulsionar o turismo na região
O rio Paranapanema percorre toda a costa norte do Paraná, juntando-se periodicamente a rios menores. Caudaloso, no caminho do seu leito, as águas passam ora tranquilas, ora tortuosas em pequenas cascatas. Cercado por planícies e matas, o rio atravessa lugares ainda pouco povoados e corta municípios populosos que somam, juntos, cerca de 3 milhões de habitantes. A natureza, sempre pródiga, criou na rota do Paranapanema paisagens e recantos de rara beleza, dignas de cartão-postal.
O encantamento do Paranapanema seduziu a Secretaria de Turismo do Paraná que, no projeto global de desenvolvimento do turismo rural e ecológico dedicou a ele um projeto específico: O Costa Norte. A primeira etapa do projeto é o aproveitamento dos reservatórios Xavantes (perto de Carlópolis); Salto Grande; Canoas I e II; Capivara e o de Ourinhos. A proposta é fazer destes pontos, referências de turismo regional aberto ao público.
‘‘Para isto é preciso oferecer estrutura: pouso, alimentação e garantia de diversão através de hotéis, pousadas, restaurantes, esportes náuticos e trilhas. Os municípios vizinhos que vão explorar o local precisam estar bem organizados.’’, explica Taco Hoorda, superintendente do Ecoparaná. ‘‘É um trabalho que demora para começar e se estabelecer de forma concreta. Depois, quando tudo começa a caminhar, os municípios se entusiasmam ’’, comenta.
Faz parte do projeto explorar a história do café através das fazendas e estações de trens e outros pontos históricos que acompanharam a fase de ouro, decadência e agora a volta do cultivo do café na região norte. Mesmo processo que está movimentando a cidade de Primeiro de Maio. Lá foi criada a Ilha do Sol, um espaço turístico belíssimo e bem organizado, segundo Hoorda.
Mas nem só de grandes reservatórios vive o Paranapanema. Um exemplo é o distrito de Mairá, localizado entre os municípios de Centenário do Sul e Lupianópolis – a cerca de 110 km de Londrina.
Este trecho mostra que a natureza realmente dedicou um ‘‘carinho’’ a mais ao rio. Em algumas partes, pequenas ilhas e as margens do Paranapanema se tornaram pontos prediletos para aves e animais fazerem seus ninhos. A beleza e a harmonia destes pontos já rendeu ao trecho o nome de ‘‘pequeno pantanal do Paranᒒ.
Segundo os planos do governo, a região só será atingida na segunda etapa do projeto Costa Norte. Enquanto isto, empreendedores e municípios (Centenário e Lupianópolis) estão se empenhando neste trabalho. Já deram os primeiros passos para tornar o lugar em uma referência de turismo rural e ecológico. Entre eles está o apoio a empreendimentos ligados à exploração turística do Paranapanema e a melhoria das estradas rurais que dão acesso a rio.
Rico, o Paranapanema oferece, para quem gosta de uma pescaria, uma grande variedade de peixes como a piapara, pacu, traíra e tucunaré. As corredeiras são apenas uma atração a mais.
Apesar da estrutura hoteleira ainda ser precária – há apenas um hotel em Centenário do sul – a situação está mudando. Já há projetos de pousadas e espaços específicos para campings.
Quem quiser aproveitar agora, enquanto o local ainda é pouco frequentado deve preferir a área de camping criada pela loteadora que administra vendas de lotes do Recanto Towako. Uma área de mata foi aproveitada para criar um espaço especial com infra-estrutura suficiente (banheiros e área adequada) para acampar. Os visitantes podem, além de pescar, curtir um passeio de barco e brincar nas corredeiras – sempre acompanhados de guias.
- Para chegar lá
O melhor caminho para quem sai de Londrina é seguir em direção a Bela Vista do Paraíso, passar por Florestópolis, Porecatu, Centenário do Sul e desviar para Mairá, onde três quilômetros de estrada rural levam à área do Recanto Towako. Informações sobre o camping pelo fone 43/324-2766

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