Albari RosaO surf só pode ser praticado em locais onde não haja banhistas. Mas a rapaziada não resiste a uma boa onda e transgride o espaço até encontrar seu caminho

Todo ano é a mesma coisa: banhista irritado com surfista e com piloto de jet-sky, pois teve seu espaço invadido. A polícia tenta controlar, mas não tem dado conta do recado. A ordem é uma só, surf e jet-sky apenas em locais onde não houver banhistas.
Não adianta, vira e mexe, aparece um surfista procurando uma onda melhor para realizar suas manobras radicais. O problema é que na onda ‘‘nota dez’’ sempre tem algum banhista. ‘‘A gente tem muito problema. Eles xingam a gente’’, diz o surfista Adriano Beleza.




Os banhistas também fazem suas reclamações. ‘‘É impossível ficar no mar desse jeito. Eles (surfistas) não têm o mínimo de respeito. Entram no mar e fazem as suas manobras’’, reclamou uma banhistas que não quis se identificar. ‘‘Conheço vários surfistas mal-educados’’, argumentou.
As praias do Paraná são razoáveis para a prática do surf. As ondas ficam melhores quando o mar está agitado. Entretanto os amantes deste esporte não escolhem horário para surfar. ‘‘Vamos para o mar todo dia, toda hora’’, afirma Beleza.
Jet-SkyOs problemas com jet-sky já foram bem maiores. Hoje esta situação está controlada. Os praticantes de jet-sky estão escolhendo a baía de Guaratuba para praticar. ‘‘O mar é calmo e não temos tido problemas com os banhistas’’, disse Josiane Fonseca.




Os pilotos que tem se aventurado nas praias com banhistas aos poucos deixam o local, pois acabam ficando em minoria. Por outro lado, os próprios banhistas tem conseguido, na base do diálogo, que os proprietários de jet-sky procurem outros point para pilotar suas máquinas.
De acordo com soldados que fazem a ronda nas praias e dos salva-vidas, que ficam na beira da praia acompanhando o movimento de banhistas, este ano, até agora, foram mínimos os problemas entre banhistas e proprietários de jet-sky.

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