Cerca de um ano e meio atrás, ainda emocionado com o filme ‘‘Titanic’’ (a superprodução estrelada por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet e que fez o mundo todo suspirar e fazer filas nas portas dos cinemas) o manobrista Luciano Gatto teve a idéia de construir uma réplica do famoso transatlântico. Mesmo sem nunca ter tido aulas de marcenaria ou maquetaria, ele resolveu investir no projeto e ‘‘ver o que acontecia’’. O resultado é uma réplica perfeita do Titanic e que estará, em breve, em exposição no Shopping Royal Plaza. ‘‘Só estou esperando a cúpula de vidro ficar pronta’’, explica Luciano, que foi atrás de patrocínio de uma vidraçaria. ‘‘Sem o vidro, o barco poderia pegar muita poeira e encardir’’, diz.
Foram 15 meses de trabalho na construção da réplica que mede 2,15 metros e pesa exatos 20 quilos, numa escala de 1/125. Construído em madeira balsa, epóxi e até mesmo clips de papel, o Titanic londrinense é fruto de um sonho juvenil. ‘‘Sempre gostei muito de embarcações’’, lembra Luciano que tem 24 anos. ‘‘Antes de começar a construção, passei seis meses só imaginando como iria fazer. Fiz alguns esboços’’, lembra.
Foi com a ajuda de livros sobre o Titanic que Luciano descobriu como construiria a réplica. ‘‘Usei as plantas do próprio Titanic, e construí a réplica andar por andar, como no original e não em bloco, que seria mais fácil’’, conta Gatto, que não descuidou nem mesmo dos mínimos detalhes. Aos olhares mais atentos não escapam as simpáticas e minúsculas janelinhas, que surgiram de clips de papel.
‘‘Chegou uma hora que eu tive que buscar um ‘paitrocínio’ e pedi dinheiro ao meu pai para comprar material’’, conta Luciano, que diz ter investido cerca de R$ 1.300,00 no projeto. ‘‘Ninguém acreditava que daria certo’’, explica. Principalmente a esposa Gisele, que no início reclamava da bagunça na casa e do tempo extra que o marido dedicava à réplica. ‘‘Hoje, ao ver o trabalho pronto, me arrependo do que disse’’, conta Gisele, orgulhosa com o resultado. ‘‘Ela até me ajudou em algumas coisas’’, explica Gatto. Se o investimento valeu a pena? ‘‘Descobri que podia fazer coisas que não sabia’’, conta.
Terminado o navio, Luciano agora está montando o porto inglês, de onde partiu o Titanic, em 1912. Entre os planos do jovem artista está a venda da réplica para poder comprar material para novos projetos. ‘‘Algumas pessoas me falaram para eu fazer o navio Voyager, que é o maior do mundo hoje, mas eu gosto mesmo dos barcos a vapor’’, explica. ‘‘Mas ainda faltam publicações sobre assunto aqui em Londrina’’, reclama.
A réplica de Luciano tem cerca de 100 lâmpadas de painel de automóvel em seu interior, o que deixa a embarcação ainda mais charmosa. Uma bateria de moto dá a carga necessária às lâmpadas.

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