Dez anos depois de ‘‘Vamp’’, Antônio Calmon volta a escrever uma novela sobre vampiros. Mas as semelhanças entre ‘‘Vamp’’ e ‘‘O Beijo do Vampiro’’, que estréia hoje, ressalva o autor, limitam-se ao enfoque cômico. Os vampiros da próxima novela das sete são do tipo ‘‘politicamente correto’’. Para não amedrontar o público, eles usam protetor solar, bebem sangue engarrafado na Escócia e não mordem crianças, idosos ou gestantes. Dessa forma, o autor planeja abocanhar o pescoço do maior número possível de telespectadores. A direção será de Marcos Paulo.
  ‘‘O Beijo do Vampiro’’ pretende conciliar tramas sobrenaturais com outras, mais realistas. O fio condutor da novela é a história de Lívia, interpretada por Flávia Alessandra. A personagem entra em desespero quando o marido morre e ela descobre que o sujeito perdeu uma fortuna em negócios escusos. Viúva e com três filhos, ela se vê obrigada a lutar pela sobrevivência da família.
  Paralelamente às dificuldades financeiras, Lívia descobre que está envolvida na eterna luta do Bem contra o Mal. Na verdade, Lívia é a ‘‘reencarnação’’ da princesa Cecília, a eterna paixão do vampiro Bóris, interpretado por Tarcísio Meira. Tarcísio, aliás, é um dos mais animados com a nova novela. Com olhar demoníaco e dentes afiados, Bóris vive perseguindo a heroína da história ao longo dos séculos. A composição do personagem promete assustar quem se habituou a vê-lo como o eterno galã da Globo. ‘‘As coisas que esse Bóris faz são incríveis. Ele possui poderes impressionantes, como fazer as pessoas sumirem ou voar de um lugar para o outro’’, enumera, garboso.
  Mas Bóris não está sozinho. Ele veio ao mundo acompanhado por uma horda de vampiros, como a fogosa Mina, vivida por Cláudia Raia, ou o sedutor Victor, interpretado por Gabriel Braga Nunes. ‘‘A personagem é um barato. Ela pode tudo porque não é realista. É uma mulher extremamente engraçada’’, avisa Cláudia Raia, grávida de dois meses.
  O velho embate entre vampiros e mortais vai acontecer na paradisíaca Maramores. A cidade cenográfica de ‘‘O Beijo do Vampiro’’ foi construída num terreno de 6 mil metros quadrados, que inclui delegacia, prefeitura e, é claro, um cemitério. Segundo os cenógrafos José Cláudio e Eliane Heringer, a arquitetura de Maramores foi inspirada em Praga, na República Tcheca, para dar a impressão de lugar colonizado por imigrantes do Leste Europeu, mais precisamente da Romênia, terra natal do Conde Drácula.

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