Gaiman sabe do apreço que desfruta no Brasil. Quando esteve na Flip, em 2008, lembra que ''apareceram 1.600 pessoas na minha sessão de autógrafos. Em Nova York, Chicago e Los Angeles, não reúno mais que 300!''
E como explica esse fenômeno? Não será porque nos EUA as HQs sejam parte da cultura há muito tempo? ''Não sei explicar todo o fenômeno, e por isso ele me fascina. Os leitores brasileiros me parecem incrivelmente espertos, mas há uma série de coisas trabalhando contra. Uma delas é que o sucesso das HQs no Brasil começou no momento em que o Ocidente também o descobria. Isso tornou os livros caros para o padrão daí.''
Mas Gaiman tem outra explicação, de ordem cultural. ''Também tive a impressão de que no Brasil muito poucas pessoas falam inglês. Isso quer dizer que elas ficaram por um tempo à mercê da indústria editorial e da situação da economia.''

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