Receita típica das festas e restaurantes lusitanos, a sardinha assada na brasa também tem feito sucesso entre os londrinenses. Incluído há pouco tempo no cardápio da Real Grill Churrascaria, o prato teve uma aceitação local tão boa que ganhou um dia especial para ser servido. "Servimos a sardinha na brasa apenas às terças-feiras. Os pedidos são tantos que, na maioria das vezes, os lugares nas mesas se esgotam rapidamente", afirma Nuno Gonçalo Guimarães dos Reis, sócio-proprietário do estabelecimento.
Português nascido em Lisboa e radicado em Londrina há dois anos, Reis salienta que não existe segredo na preparação do peixe. "A sardinha é levada inteira para a grelha, com vísceras e escamas. Durante o período em que fica grelhando em contato com a brasa, a gente vai jogando apenas sal grosso em cima por cerca de 20 minutos. Em seguida, ela é servida com bastante azeite e vinagre português feito à base de vinho branco, além de salada de alface, tomate e cebola", detalha.
De acordo com ele, deve-se atentar apenas para o tamanho do peixe na hora da compra. "É importante escolher sardinhas pequenas ou médias, com cerca de um palmo de comprimento, pois elas assam melhor na brasa, garantindo o sabor adequado", ensina.
O comerciante relata que no início teve que ensinar os brasileiros a melhor forma de retirar as partes internas da sardinha. "Em Portugal, a gente não come a pele, a barrigada e a espinha do peixe, que são retiradas na mesa pelos próprios clientes. Ensinamos uma técnica simples que consiste em pressionar o garfo na cabeça da sardinha até abri-la para que a partes internas saim por inteiro. A pele também sai facilmente com o garfo devido ao tempo que fica na grelha", ressalta.
A bebida que mais se harmoniza com a sardinha, segundo ele, é o vinho. "Este prato não combina muito com cerveja, como todo mundo imagina. O ideal é consumi-lo com um bom vinho seco português, que pode ser branco ou tinto", orienta Reis.

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