Suando a camisa no salão
Bota a mão no joelho/ Dá uma abaixadinha/ Vai mexendo gostoso (...). Toda vez que os conjuntos dos clubes londrinenses puxavam os acordes de A Dança da Bundinha, a coreografia que contribuiu para a fama de Carla Perez era imitada em vários pontos do salão. De olho num público mais jovem, muitos clubes substituíram as antigas marchinhas por ritmos como a Axé Music, o samba baiano, o reggae e músicas amazonenses.
O londrinense caiu na farra animado por conjuntos e batucadas. Entre confete, serpentina e muito samba, não faltou quem exagerasse na bebida e tropeçasse nos passos, cedendo ao sono em posições e locais pouco aconchegantes. Em certos bailes, a batucada foi acompanhada por passistas profissionais que empolgaram até quem não entendia do riscado. Embora não faltassem foliões mais que animados, alguns bailes não atraíram o público esperado.
As fantasias também andaram escassas durante o Carnaval londrinense, e mesmo brincadeiras tradicionais - como homens exageradamente travestidos - não foram comuns. Mesmo assim os bailes continuam atraindo pessoas de outras cidades, como o mato-grossense Valdir Borges, de Cuiabá: Não perco um Carnaval, e vim para Londrina só por causa da festa.





