Imagine acompanhar ao vivo, pela TV, o julgamento do sequestrador da filha de Silvio Santos, Fernando Dutra Pinto, ou do caso do massacre do Carandiru. Essa é a idéia da TV da Justiça, que está sendo criada pelo Supremo Tribunal Federal, e poderá transmitir, para todo País, julgamentos dos mais variados casos, uma espécie de Court TV (canal americano exclusivamente dedicado a questões judiciais) brasileira.
O canal, que deverá entrar no ar no ano que vêm, via operadoras de TV paga, está sendo elaborado pelo STF, e já foi anunciado entre os planos do presidente do Supremo, o ministro Marco Aurélio.
No projeto da TV da Justiça está previsto que a produção poderá ser descentralizada - investindo na produção local - e a geração do sinal ficará sob responsabilidade do Supremo.
A intenção é que o novo canal jurídico seja transmitido para todo o País, levando, além de julgamentos importantes, informações específicas vindas do STF, como o treinamento de mesários para as eleições.
Se seguir os mesmos passos da americana ''Court TV'', o sucesso da TV da Justiça já está garantido. Criada em 1991, a ''Court TV'' apostou desde seu início na curiosidade do público sobre o que acontece dentro dos tribunais. O canal transmite audiências na íntegra, na maioria dos casos, de pessoas anônimas, uma espécie de reality shows dos tribunais.
Mas foi nos casos ilustres que a ''Court TV'' fez a festa em repercussão e audiência. A emissora acompanhou passo a passo o julgamento de O.J. Simpson, antiga estrela do futebol americano acusado de ter assassinado a esposa. Em dez anos a ''Court TV'' viu o seu número de assinantes aumentar de 6 milhões para cerca 60 milhões.

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