São Paulo - Aberta a temporada de longas-metragens com grandes chances de serem indicados ao Oscar. Entre ''blockbusters'', como o novo ''Sherlock Holmes'' e ''As Aventuras de Tintim'', há também produções com um viés mais artístico do que comercial, que passam a estrear neste mês e seguem fevereiro, quando acontece a cerimônia de premiação.
Um deles é ''Cavalo de Guerra'', épico dirigido por Steven Spielberg que estreou nacionalmente há duas semanas e chega hoje a Londrina. Baseado no romance infantojuvenil homônimo de Michael Morpurgo, o longa foi indicado em várias categorias do Globo de Ouro mas não levou nenhum prêmio.
Em ''Cavalo de Guerra'', o protagonista não é nenhum ator badalado. No filme, o cavalo Joey é o principal personagem. O longa, que tem mais de duas horas de duração, retrata toda a trajetória do animal, de seu nascimento em uma fazenda da Grã-Bretanha até a sua participação na Primeira Guerra Mundial. Sua história chega a lembrar a do herói Ulisses, narrada no livro ''Odisseia'', do grego Homero. O protagonista demora anos para conseguir retornar à sua casa depois da guerra de Troia.

Laços de amizade
Ao longo da vida, Joey se relaciona com uma série de donos, principalmente jovens, que sentem compaixão por ele. Um deles é Albert (Jeremy Irvine), o primeiro dono do animal. É ele, por exemplo, quem o ensina a arar a terra e a atender seus chamados.
O segundo é o major do Exército inglês Jamie Stewart (Benedict Cumberbatch), que faz o possível para deixar Albert informado sobre a vida do cavalo, mesmo durante as batalhas contra os militares alemães. A encantadora Emilie (Celine Buckens) e o soldado britânico Geordie (Toby Kebbell) completam a lista.
Elementos próprios do cinema de Spielberg estão presentes em ''Cavalo de Guerra''. A exploração de sentimentos de adolescentes, o uso preciso da trilha sonora nas sequências mais emocionantes e a captação de maneira genial (e incomum) de cenas de ação são alguns deles.

mockup