SP vai sediar congresso mundial de arqueologia
PUBLICAÇÃO
domingo, 04 de abril de 1999
Da Redação 
As mais recentes descobertas sobre o passado remoto do planeta e os seus benefícios para as gerações futuras ou o derradeiro achado fóssil e sua contribuição para decifrar a origem da vida são temas que devem esquentar as discussões de cientistas e estudiosos que estarão em São Paulo, em julho de 2002 para o 5º Congresso Mundial da WAC-Sociedade Internacional de Arqueologia.
Organizado por pesquisadores do Museu de Arqueologia e Etimologia da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o encontro deverá reunir aproximadamente mil especialistas entre arqueólogos, paleontólogos, museólogos e profissionais de atividades afins. O último encontro da WAC, realizado no final do ano passado, na Cidade do Cabo, África do Sul, reuniu cerca de 750 pessoas.
Devemos superar facilmente esse número de participantes pela nossa maior proximidade com os Estados Unidos e Europa, que têm grande concentração de pesquisadores nesta área, e de países latino-americanos que contam hoje com uma nova geração de estudiosos em arqueologia e rico patrimônio histórico, diz Eduardo Goes Neves, professor e pesquisador do Museu de Arqueologia da USP e membro da comissão organizadora.
Para Roberto Gheler, presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB), a captação do congresso confirma a capital paulista como um importante centro de eventos que movimenta US$ 2,8 bilhões anuais. São Paulo integra a listagem do Top-60, o ranking das 60 cidades que mais recebem eventos internacionais no mundo. O ranking é elaborado pela ICCA-Associação Internacional de Congressos e Convenções.
Pesquisa recente da Secretaria de Esportes e Turismo de São Paulo revela que cada turista de eventos gasta, em média, US$ 311 por dia.


