'Sou uma escritora séria, quieta'
Mesmo com o sucesso editorial do best seller ''Perdas & Ganhos'', que teve os direitos autorais comercializados em 15 países e frequentou as listas de mais vendidos por mais de 80 semanas consecutivas, Lya Luft diz que continua trabalhando como antes. ''Eu sou uma escritora séria, quieta. Depois disso, de propósito publiquei crônicas, poesia, dois livros infantis e agora ficção. Se eu quisesse ganhar dinheiro teria escrito o 'Perdas & Ganhos 2', que teria vendido igual'', afirma. A obra já vendeu mais de um milhão de exemplares no Brasil.
Para a autora, foi uma surpresa. ''Nem eu dava muito pelo livro'', revela Lya, que atribui o tamanho interesse do público à linguagem utilizada em ''Perdas & Ganhos''. ''É um ensaio não acadêmico em que trato de maneira mais direta e simples os mesmos temas dos meus romances: a passagem da vida, o tempo, os valores humanos. Pegou porque eu falo de uma maneira muito simples das mesmas coisas de sempre'', justifica.
Lya Luft começou sua carreira literária em 1980, aos 41 anos, com a publicação do romance ''As Parceiras'', seguido por ''A Asa Esquerda do Anjo'' (1981), ''Reunião de Família'' (1982), ''Mulher no Palco'' (1984), ''O Quarto Fechado'' (1984), ''Exílio'' (1987), ''O Lado Fatal'' (1988), ''A Sentinela'' (1994), ''O Rio do Meio'' (1996 - prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes), ''Secreta Mirada'' (1997), ''O Ponto Cego'' (1999), ''Histórias do Tempo'' (2000), ''Mar de Dentro'' (2002), ''Perdas & Ganhos'' (2003), ''Pensar é Transgredir'' (2004) e, no mesmo ano, ''Histórias de Bruxa Boa'', sua estréia na literatura infantil, tema que retornaria em 2007 com ''A Volta da Bruxa Boa''.
Em 2005, publicou o volume de poesias ''Para não Dizer Adeus'' e, em 2006, a reunião de crônicas ''Em Outras Palavras''. Formada em letras anglo-germânicas e com mestrados em Literatura Brasileira e Linguística Aplicada, Lya trabalha desde os 20 anos como tradutora de alemão e inglês e recebeu o prêmio União Latina de melhor tradução técnica e científica em 2001 pela tradução de ''Lete: arte e crítica do esquecimento'', de Harald Weinrich. (D.R.)





