Sótão deverá ser restaurado
Miguel Bakun tem uma infinidade de quadros que estão espalhados pelos acervos dos museus paranaenses e um único mural feito em tinta óleo, esse do sótão do Castelo do Batel. Não é possível mensurar o valor da obra, já que são mais de 640 metros quadrados de traços. Para se ter uma idéia, um quadro de Bakun está avaliado atualmente entre R$ 7 mil e R$ 10 mil. Mas os atuais proprietários do local, que guarda tão valiosa obra, não pensam em explorá-la comercialmente. Mas estão buscando apoio para restaurar o espaço, único que não foi contemplado pelo extenso trabalho de recuperação do prédio que hoje abriga eventos culturais.
''Nossa idéia é destinar o sótão para visitação'', revela Marcelo Lupion. Para isso, já foi inscrito na Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rounet, um projeto de restauro e conservação do sótão. O projeto está em fase de homologação, fase intermediária entre a aprovação e a captação, e foi orçado em R$ 700 mil. A responsável pela obra será a especialista em conservação e restauração Sueli Deschermayer. Ela salienta a importância da obra dentro do cenário artístico nacional. ''Não existe no Paraná algo parecido, acho que o que mais se assemelha ao trabalho é a Catedral de Jacarezinho'', revela.
Sueli destaca o estado de conservação das pinturas, mas salienta a importância do processo de restauro. ''Existem muitos problemas técnicos, as pinturas precisam de tratamento e limpeza e em alguns locais precisam ser restauradas'', conta. Alguns painéis, por exemplo, foram recortados para a instalação de fiação elétrica. Falta de cuidado e apreço que agora pode deixar de acontecer. Afinal, é preciso entrar com zelo nesse espaço, o espaço dos sonhos de Bakun.(K.M.)





