Há dois anos os gelatos italianos viraram febre no Brasil, principalmente em São Paulo, e em Londrina a tendência vem ganhando força, com mais casas apostando na arte de fazer artesanalmente um bom sorvete de origem italiana. A diferença é perceptível logo na entrada das lojas, que investem em vitrines bem decoradas, com as cubas de sorvete enfeitadas com frutas e caldas coloridas. E o conceito difere do sorvete industrial principalmente pela sua composição: não há conservantes nem corantes. A cor é natural, preza-se pelo uso de ingredientes in natura e o consumo deve ser rápido para preservar as propriedades que garantem maior qualidade ao produto. Já os emulsificantes são à base de sementes de plantas e algas marinhas. E quem experimenta acaba não se importando em pagar mais caro pelo produto. O prazer ao se degustar esse tipo de sorvete é nitidamente superior.
Em Londrina, desde novembro do ano passado, a Hachimitsu oferece diariamente aos clientes 12 opções de sabores de sorvetes artesanais, de fabricação própria. Na nova loja, a vitrine de sorvetes fica logo na entrada, chamando a atenção da clientela. "No verão, o consumo de doces diminui e o sorvete já era um pedido antigo dos clientes", explica Nilo Kato, proprietário da loja, que está em seu oitavo ano de funcionamento. Depois de estudar no Japão os conceitos básicos da fabricação de sorvetes italianos, Kato fez cursos de aperfeiçoamento em São Paulo e hoje se diverte com a variedade de sabores que confecciona. "Já fizemos de chá verde, chocolate sem lactose, limão, mel e gengibre, morango com champanhe e abacaxi com vinho", cita.
Um dos sabores de maior sucesso é o sorvete artesanal de laranja, de receita desenvolvida por eles. Sob o comando de Cézar Kato, o sorvete fica pronto rapidamente e é simplesmente delicioso. A taxa de açúcar é controlada pelo refratômetro - equipamento eletrônico que mostra esse índice com precisão e que não deve passar de 30%. Pela sua textura mais macia, o sorvete artesanal é espatulável e a retirada do sorvete da máquina também exige uma certa delicadeza e habilidade para colocar as porções de forma harmoniosa nas cubas que ficarão dispostas nas vitrines.
Diferente dos sorvetes industrializados, a incorporação de ar reduzida (de 30% a 40%) preserva uma maior quantidade de matéria-prima, garantindo mais concentração de sabor. "Dessa forma, temos um sabor mais autêntico, principalmente nos sorvetes de frutas", garante Kato. "E nós levamos vantagem em relação ao sorvetes italianos por termos frutas em abundância durante o ano todo, sem precisarmos usar pasta ou polpa de fruta", acrescenta o empresário. Para aqueles que gostam de tomar sorvetes em taças, algumas opções imperdíveis da casa são a taça de sorvete de chocolate com avelã e a de doce de leite uruguaio com bananas flambadas.

Serviço:
Hachimitsu – R. Assunção, 331. Tel. (43) 3322-1952.
Restaurante Bella Itália – R. Theodoro Victorelli, 150. Tel. (43) 3323-1717.

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