Sorte paralela
Fiéis ao formato tradicional de contrapor o casal de protagonistas a um grande vilão, alguns autores, simplesmente, são forçados a "eleger" seu protagonista substituto de acordo com a repercussão da trama. Glória Perez é uma que não tem dado muita sorte com seus personagens principais. Desde "América", de 2005, seus mocinhos fracassam e algum personagem paralelo "rouba a cena". Recentemente, em "Salve Jorge", Morena e Théo, de Nanda Costa e Rodrigo Lombardi, não convenceram. No lugar deles, surgiu a figura hipnotizante de Heloísa, destemida delegada interpretada por Giovanna Antonelli. "Fiquei muito feliz com o trabalho da Nanda e do Rodrigo. E sabia que a Giovanna arrasaria", garante a autora.
Manoel Carlos é outro que reza pelo formato mais tradicional de seus protagonistas. Mas, em "Viver a Vida", de 2009, com a pouca sintonia entre Helena e Marcos, de Taís Araújo e José Mayer, deixou-se levar pela história de Luciana, de Alinne Moraes, a soberba filha do protagonista que fica paraplégica após um acidente de carro. "Dramas de superação sempre chamam o público. Não sou de fazer muitos protagonistas, mas sou do tipo que reforça toda a trama com bons personagens. Novela é uma obra que se cria ao longo da exibição. Então, tudo pode acontecer", analisa o autor, que volta ao horário das 21 horas com "Em Família", que tem previsão de estreia para o início de 2014. (G.B.)





