‘‘Le Regardeur’’, a videoinstalação que Pierrick Sorin pretende exibir na próxima Bienal de São Paulo, vai marcar uma ruptura na carreira do artista francês. Será o primeiro trabalho em que ele não é o protagonista. Sorin quer apresentar um vídeo inédito que consiste em um conjunto de retratos de pessoas retrabalhados e misturados em computador. ‘‘É um tipo de colagem em que os olhos e as bocas são maiores que seus tamanhos naturais e se movimentam. Eles vão ficar olhando o que se passa ao redor e falando com os frequentadores da Bienal’’, disse Pierrick Sorin.
O artista vem ao Brasil na primeira semana de maio para checar a viabilidade do projeto. Se o trabalho não ficar pronto a tempo ou satisfatório, poderá ser substituído por uma pequena retrospectiva. Sorin trabalha com o lado cômico e bizarro presente nos repetitivos atos da vida cotidiana. Suas principais influências vêm das comédias ‘‘slapstick’’ (bengala) de Charles Chaplin e Buster Keaton.

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