Soprano americana confirma reputação
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quinta-feira, 11 de março de 2010
João Luiz Sampaio<br> Agência Estado 
A soprano norte-americana Vivica Genaux, ainda que cada vez mais requisitada no cenário internacional, diz que não deixa seu Alasca natal por nada. Musicalmente, porém, divide-se entre dois mundos - as óperas de Rossini e o repertório barroco, ao qual ela dedica seu novo disco, ''Pyrotechnics'', que a EMI lança em edição nacional.
''Passei meus primeiros anos como cantora interpretando Rossini em ópera como 'La Cenerentola', 'O Barbeiro de Sevilha' e 'L'Italiana in Algeri'. Depois de um tempo, comecei a me perguntar qual outro repertório seria adequado para minha voz'', conta Vivica. Foi então que conheceu o maestro René Jacobs, especialista no repertório barroco. ''As cores e agilidade dos instrumentos barrocos me encantaram e, desde então, continuei a explorar este repertório avidamente. Acredito que certo grau de especialização é importante. Vivemos em uma época na qual o cantor é obrigado a sair-se bem perante quatro séculos de repertório e estilos musicais. A ideia de que uma voz pode se prestar a tudo isso é incompreensível. Estou muito feliz no nicho Rossini-Barrocos'', garante a soprano.
A associação com Jacobs ötornou-se um dos marcos da carreira de Vivica - ela esteve no Brasil com ele no ano passado. Em ''Pyrotechnics'', no entanto, ela se associa com outro time de especialistas na música barroca, também conhecidos do público brasileiro - Fabio Biondi e o Europa Galante -para interpretar árias de Vivaldi que exigem brilho e maestria técnica. Ela, no entanto, não limita sua interpretação ao virtuosismo.
''O que temos é a perfeita combinação do estilo barroco, com suas escalas, arpeggios, saltos, trinados, com a delicadeza de passagens líricas.'' A seleção de árias traz trechos de óperas como 'Semiramide', 'Catone in Utica', 'Rosmira Fedele' e 'Farnace', além de partes de títulos desconhecidos, que não chegaram na íntegra à nossa época''.


