A célebre atriz Sophia Loren cativou o público da televisão italiana com um filme sobre sua vida, no qual interpreta a própria mãe, que a impulsionou na carreira de diva mundial.
Intitulado ''La mia casa è piena di specchi'' (minha casa é cheia de espelhos), o filme - baseado no livro homônimo escrito pela irmã da atriz italiana, Naria Scicolone - foi produzido pelo canal público RAI.
A produção narra a vida da atriz desde a infância nos bairros baixos de Pozzuoli, nos arredores de Nápoles, até 1961, momento em que Sophia Loren recebeu o Oscar por ''Duas Mulheres'', filme dirigido por Vittorio De Sica que a converteu no símbolo sexual da época.
Loren, 75 anos, que começou sua espetacular carreira como simples figurante da superprodução ''Quo Vadis'' (1950), eclipsou sua companheira de tela, a jovem modelo siciliana Margareth Madé, que interpreta Sophia quando jovem. Madé interpreta Sophia Loren quando jovem.
A história de vida da mãe de Sophia, Romilda Villani, narrada em tom melodramático, é típica de uma mulher da metade do século XX: a família proíbe a jovem de seguir a carreira de atriz, e ela ainda sofre com a pobreza, o abandono do pai de seus filhos e a frustração de não ter seguido seus próprios sonhos.
''Minha vida foi um conto de fadas maravilhoso, uma história de guerra, fome, pobreza, que foi o que a minha mãe fez por nós: lutou para dar a suas filhas um nome e um futuro fora da miséria'', disse Sophia, entre lágrimas.
O filme narra também a história da paixão de Sophia Loren pelo produtor milionário Carlo Ponti, com quem se casou em 1966 e permaneceu por toda vida, até a morte dele, em 2007.

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