Sony vai produzir minisséries no Brasil
ReproduçãoMiguel Falabella escreveu e vai dirigir a série As Jovens PolacasA Sony Television Entertainment, empresa do Grupo Sony, uma das maiores produtoras de programas de TV dos Estados Unidos, está montando no Brasil uma base de produção de sitcoms, séries, minisséries e animação para a América Latina. A princípio, deverão ser produzidas seis séries de 26 episódios para a região ao custo total aproximado de US$ 6 milhões. Caso a caso, as produções nacionais devem ser exportadas para EUA, Europa e Ásia.
O Departamento de Produção para a América Latina funciona há três meses em São Paulo, sob coordenação de Iona de Macedo, uma executiva de 34 anos com formação em Letras e Comunicação, ex-produtora independente com experiência em programação de TV e distribuição para cinema e vídeo.
O escritório da Sony no Brasil vai coordenar os projetos do México, do Chile e da Argentina. Na Argentina e no Brasil, a empresa vai entrar firme na produção para TV e cinema, produzindo telefilmes.
O único projeto praticamente aprovado é o do ator e dramaturgo Miguel Falabella. Trata-se de uma série entre quatro e cinco capítulos que a Sony vai co-produzir com o canal HBO. Falabella entregou a sinopse, cinco páginas em inglês, há quase um ano. Além de desenvolver o roteiro, o dramaturgo deve dirigir a série. Chama-se As Jovens Polacas (The Young Poles). Baseado no romance de Esther Largman, a série trata do tráfico de jovens judias polonesas entre 1916 e 1930 para o Rio de Janeiro, São Paulo e Buenos Aires.
A história de Falabella tem três protagonistas: Sarah Waisser, jovem polonesa da cidade de Lodz, Fanny Feld, de Lemberg, na Ucrânia, e Elisa Wain, da Romênia. Pobres e sem esperanças no fim da 1ª Guerra, as três vivem a mesma trágica história de apaixonar-se por homens jovens, de fala hábil, que prometem a felicidade no novo mundo. As Jovens Polacas será filmada em película (com qualidade de cinema) e terá locações no Brasil e possivelmente na Polônia e na Alemanha.
A criação do Departamento de Produção para América Latina da Sony começou a se desenhar em abril do ano passado com a visita do vice-presidente executivo de produção da Sony Pictures, o norte-americano Andy Kaplan. O executivo afirmou na visita que o Brasil era um País estratégico para a América Latina. A localização geográfica do País facilitaria a distribuiçlão dos programas para o resto da região. Sob o ponto de vista de operação de canais, a Sony já está no Brasil por meio do Canal Sony, distribuído pela NET, Multicanal e TVA para mais de 2 milhões de assinantes.
geração.
Pela primeira vez a Sony vai co-produzir para o cinema e não apenas co-financiar, como fez com nove longas, entre eles, Tieta, Guerra de Canudos, For All e O Que É Isso, Companheiro? Este ano, 5% do imposto sobre remessa de lucros da empresa serão reinvestidos na produção de longas. A equipe da Sony está analisando cerca de 90 projetos para cinema, mas num primeiro momento vai realizar apenas três por ano. A Sony tem definido o perfil de suas produções: filmes de ação para jovens e infantis, com potencial de exibição no cinema e na TV, com destino às locadoras e, se possível, com desdobramento para animação.





