Se você é pai ou mãe de uma criança ali pelos sete, oito anos; se o menino ou menina é daqueles sonhadores irrequietos, que soltam a imaginação dormindo ou acordados; e se os pais quiserem capitalizar em qualquer sentido o universo fabuloso desses baixinhos, então esta é a hora. O contato chama-se Robert Rodriguez, é profissional de cinema (diretor, produtor, roteirista, fotógrafo-cameraman, montador, compositor de trilhas, entre outras habilidades) bem-sucedido em Hollywood e acaba de entregar ao mercado internacional uma aventura baseada adivinhem? num divertido e muito animado sonho do filho dele de sete anos, Racer Rodriguez, que acordou um dia descrevendo um garoto metade homem, metade tubarão (o Shark Boy do título), e uma menina com potencial, digamos, vulcânico, daí o nome Lava Girl. Assim nasceu a trama deste filme que chega hoje ao circuito nacional (confira a programação na página 2) em cópias fotografadas em 3-D, vocês sabem, aquela terceira dimensão que pede o uso de óculos especiais fornecidos na compra do ingresso.
Nenhuma dúvida de que na origem de ''As Aventuras de Shark Boy e Lava Girl'' também está a série muito superior, diga-se ''Pequenos Espiões'', dirigida pelo próprio Rodriguez que, para quem não se lembra, foi o estreante-prodígio que em 1993 dirigiu ''El Mariachi'' com menos de US$7 mil e faturou muitas, mas muitas vezes mais. Aqui temos a história de Max, garoto de imaginação fervilhante que cria os personagens-título. Quando um colega de escola tira dele os desenhos com seus sonhos, o equilíbrio se quebra e Max viajará até o planeta Drool, que está para ser destruído. Em meio a um tornado que lembra aquele de ''O Mágico de Oz'', Shark Boy e Lava Girl chegam para viver aventuras incríveis.
O filme com certeza está mais direcionado aos pequenos que estão chegando agora à tecnologia e que certamente deverão viver o assombro com a ação em três dimensões. Mas não significa excluir da sala as crianças um pouco maiores, já que o recado trabalha conceitos de amizade, compreensão e a necessidade de transformar sonhos em realidade apenas a história do vilão (Sr. Elétrico) que aparece com a cara do professor de Max não fica bem contada. Um filme em nenhum momento extraordinário, mas do início ao fim proporcionando sorrisos e emoções. É o suficiente. (C.E.L.J.)

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