Aos 14 anos, o jovem Robson Rocha Pereira é um dos mais dedicados nas aulas de circo. Há cinco anos frequentando o Projeto Instituto Aguativa, que oferece no contraturno aulas gratuitas de dança, circo e informática, ele sonha em concluir os estudos e investir na arte circense. ''Penso em ser um monitor nas aulas de circo ou até fazer o curso de Educação Física'', comenta o estudante, que confirma que o projeto foi um incentivo para se dedicar aos estudos, já que para fazer parte dele é fundamental não faltar às aulas e ter boas notas.
O projeto funciona desde 2006 e há pouco mais de um mês está utilizando as instalações de um salão paroquial, já que a antiga sede ficava um pouco afastada do centro da cidade. No ensaio da apresentação de circo que estavam preparando para mostrar em um evento do Aguativa Golf Resort, a alegria estava estampada no rosto de alguns dos 120 estudantes que participam do projeto - o que corresponde a 10% da comunidade estudantil da cidade.
''Trabalhamos com crianças a partir de 3 anos, no caso das aulas de dança, e a nossa intenção é passar para eles a visão de querer crescer, de acreditar na importância dos estudos para terem melhores oportunidades de vida'', ressalta Fernanda Sandoval, coordenadora do projeto. ''Procuramos também levá-los a eventos culturais em outras cidades para que possam mostrar o seu trabalho e ver coisas diferentes'', acrescenta.
Já Juliana Tangará, que integra a Troupe Tangará, responsável pelas aulas de circo, destaca que ''a linguagem circense tem o diferencial de valorizar o trabalho em equipe''. ''Isso é essencial para o desenvolvimento deles e pretendemos que apliquem na própria realidade os valores de vida que procuramos passar, sendo um dos mais importantes a valorização da autoestima'', afirma.
Segundo o diretor-superintendente do Aguativa, Gilberto Neszlinger, a empresa pretende implantar uma extensão do projeto em Cornélio Procópio, devido aos bons resultados obtidos. ''Acreditamos que vale a pena investir na formação desses jovens para que tenham mais qualidade de vida e um futuro melhor'', argumenta. O instituto também manteve durante três anos um projeto de geração de renda, que acabou sendo desativado por falta de envolvimento dos moradores locais.

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