Sonho na neblina da solidão
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Redação FolhaWeb 
Há uma sensação comum a todo ser humano que aparece nas mais variadas estações: a sensação de estar sozinho no mundo. Aquele tipo de solidão que gruda na pele como roupa gelada. Uma neblina que não se dissipa antes de um novo sol nascer.
Há também outra sensação ainda mais radical: a sensação de estar sozinho dentro de si mesmo. Nesse tipo de solidão, a neblina raramente se dissipa. A possibilidade de um novo sol surgir é quase impossível.
Para se ter uma ideia do que traz ''Solidão Continental'', novo romance de João Gilberto Noll, basta unir essas duas sensações de solidão num único homem. Num único ponto. Num único tempo. E, se possível, sempre nos braços da neblina.
Em ''Solidão Continental'' tudo acontece dentro da cabeça do narrador misturando consciente e inconsciente. Os pensamentos e sensações são os elementos mais palpáveis disponíveis. A realidade, por sua vez, surge como algo radicalmente impalpável, difuso, muito mais delirante do que a própria composição dos pensamentos.
Leia a crítica completa de Marcos Losnak especial para assinantes da FOLHA.


