Thiago Fragoso conta que tem uma tia que diz que ele escolheu ser ator. Mas não concorda muito com essa afirmação. ''Ninguém decide seu caminho aos 8 anos'', justifica ele, que começou a carreira aos 9, no teatro. Na televisão, passou por algumas participações nas emissoras, incluindo até uma novela na Bandeirantes, mas reconhece que sua grande virada foi em ''A Casa das Sete Mulheres'', em 2003, quando interpretou o romântico Capitão Estevão, que encantava a jovem Rosário, de Mariana Ximenes, mesmo depois de morto. ''Minha carreira teve um impulso ali. Posso dizer que devo muito ao Jayme Monjardim, que me dirigiu nessa minissérie e antes, em 'O Clone''', lembra.
A experiência foi suficiente para, no mesmo ano, integrar o elenco de ''Agora É Que São Elas'', na pele do vilão Rodrigo. ''Quando meu personagem entrou, a história estava sendo reconfigurada. O público não queria ver o Miguel Falabella como o mau da história e toda a vilania da trama foi para mim e para a Bete Coelho'', recorda. Voltou, em seguida, ao horário nobre. Desta vez, como o dedicado Alberto de ''Senhora do Destino'', que no decorrer da trama se envolveu com uma mulher mais velha, interpretada por Malu Valle. O casal ganhou destaque na reta final e deixou Thiago mais próximo de seu primeiro protagonista em novelas, o vidente Marcos de ''O Profeta''.
O papel de mocinho se repetiu, involuntariamente, em seu trabalho seguinte. Em ''Negócio da China'', o decidido Diego acabou ganhando ares de protagonista quando o ator Fábio Assunção deixou a trama. De uma hora para outra, o lado romântico da história passou a ficar centrado também no casal formado por Diego e Antonella, de Fernanda de Freitas. ''Curiosamente, acho que esse foi o único mocinho de verdade que eu fiz. Sim, porque em 'O Profeta' tinha aquela trajetória de ascensão, queda e redenção'', avalia.

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