Sombras no Parque da Fazendinha
Sombras no
Parque da
Fazendinha
Grande Circo de Sombras Karagoz B estréia hoje, em Curitiba
O circo, por si, é um poço de infância e fantasia. Um circo mágico, movimentando-se em sombras nas telas, seria a beleza somada à emoção do picadeiro. Essa é a expectativa que se tem do Grande Circo de Sombras Karagoz B, espetáculo que estréia hoje no Parque da Fazendinha, em Curitiba, com a Karagoz B - Companhia de Teatro de Sombras. A temporada prossegue até o mês de maio, sempre em praça pública.
Com aproximadamente duas horas de duração, O Grande Circo de Sombras é uma releitura que se faz da mística circense através da fusão das linguagens do teatro de sombras, do circo e do teatro popular, explicam os realizadores.
Ou como diz o coordenador geral da montagem, Marcello Andrade, é uma homenagem a esse universo de cores e magia que inspirou todas as artes e, até hoje, desperta em adultos e crianças os sentimentos mais puros e lúdicos.
Dois planosA peça - uma co-produção da companhia com o Centro Cultural Teatro Guaíra - transcorre num cenário dividido em dois ambientes. No picadeiro externo atores apresentam esquetes, com as cenas alinhavadas por performances de mímicos, palhaços, clowns, bonecos e mágicos. Tudo isso além dos números tradicionais de malabarismo, acrobacia, pirofagia e equilibrismo.
Na parte interna, onde cabem somente 12 espectadores, é onde estão as sombras do circo. Esquetes e números de ilusionismo, projetados na tela, prometem encantar a platéia. Neste local a encenação acontece rapidamente, numa dinâmica e com uma costura que evitará a sensação de ruptura no andamento das cenas.
Além de encantar, o espetáculo vai causar impacto no público. Estamos reservando muitas surpresas para quem for nos assistir, promete Andrade. Ele frisa a característica ecologicamente correta do seu circo: Não temos animais nem domadores, mas temos feras e figuras bizarras.
Sem falasParticipam da montagem Ana Cristina Martins, Jorge Vigário, Marcello Andrade (ator bonequeiro), Patrícia do Lago, Paulo Afonso de Castro (ator bonequeiro) e Tarcísio Alencar Meira.
Jorge Vigário lembra que a peça utiliza-se de pouco texto, dando espaço à comicidade e à linguagem corporal. O Grande Circo de Sombras Karagoz B é um espetáculo extremamente físico e coreográfico, comenta.
O diretor Paulo Afonso de Castro conta que o elenco foi inteiramente absorvido pela magia circense. Para transformarem-se em artistas do picadeiro, os atores tiveram que ralar sob orientação de Tina Zanquettin, integrante do Circo Zanchettini, um dos mais antigos do Paraná. Foi preciso, antes de tudo, determinação.
Tivemos que aprender as regras do equilíbrio, desafiamos a gravidade e enfrentamos o medo de altura, conta Tarcísio Alencar Meira. Ana Cristina Martins lembra que o pior foi o começo, a fase angustiante de superar as tonturas, dores musculares e contusões. Mas valeu a pena, arremata.
q Grande Circo de Sombras Karagoz B - estréia hoje, às 16 horas, no Parque Fazendinha. Demais apresentações, sempre às 16 horas: dia 22, na Praça Santos Andrade, em frente às escadarias da UFPR; dia 29 no Parque São Lourenço; dia 6 de abril no Bosque do Papa; dia 13 na Praça Rui Barbosa, dia 20 na Praça das Menonitas; dia 26 no Largo da Ordem; dia 3 de maio na Boca Maldita; dia 10 no Parque Iguaçu e dia 18 na Praça Santos Andrade, em frente às escadarias da UFPR. Entrada franca.
(Z.C.L.)





