Inúmeros instrumentos
convivem no novo disco
de Arnaldo AntunesO cantor e compositor Arnaldo Antunes está lançando seu quarto álbum-solo

Nelson Sato

Uma composição de Cassiano, parcerias com Jorge Benjor, Carlinhos Brown e Péricles Cavalcânti e mais a presença de instrumentos como zabumba, acordeon e viola caipira apontam para mais uma conversão no mundo pop.
Essa é a teia de referências abraçada por Arnaldo Antunes em seu novo álbum Um Som (BMG), cuja turnê de lançamento começou no último fim de semana, no Rio de Janeiro. Longo, com 17 faixas, o quarto CD do compositor aprofunda o namoro com a música popular brasileira e se distancia do experimentalismo inaugurado em seu primeiro disco-solo.
Com a faixa ‘‘Música para Ouvir’’ transformada em clipe e já tocando nas rádios, o disco poderia ser definido como o mais acessível de seus quatro trabalhos, que começou com o projeto multimídia Nome e prosseguiu com Ninguém e Silêncio. Arnaldo não se prende a gêneros. ‘‘Me agrada atritar as diferentes informações, inclusive numa mesma canção’’ - diz ele, em entrevista por telefone.
ReproduçãoAlém de ‘‘Música para Ouvir’’, sobressaem-se as faixas ‘‘Socorro’’ (com letra da poeta curitibana Alice Ruiz e já gravada pela cantora Cássia Eller), ‘‘As Árvores’’ (parceria com Jorge Benjor) e ‘‘Fim do Dia’’ (parceria com Paulo Miklos). A produção traz a assinatura de Chico Neves, que trabalhou com Lenine em O Dia em que Faremos Contato. A guitarra de Edgard Scandurra, que acompanha o artista desde 91, aparece com destaque disparando riffs e ruídos inesperados.
Entre as participações, a surpresa fica por conta das violas de Paulo Freire e Fábio Tagliaferi, ambos da nova geração de redescobridores do instrumento. A seguir, leia a entrevista completa com o compositor.

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