Som para dançar
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de agosto de 2001
Claudia Assef<BR>Agência Folha 
Dupla boa notícia para quem gosta de pop dançante: o novo CD do New Order, banda-ícone dos anos 80, é bom mesmo. E o melhor: você vai poder comprar a versão nacional de ''Get Ready'' hoje mesmo, já que a gravadora Warner resolveu lançar o disco no Brasil na mesma data em que ele sai na Inglaterra -antes mesmo do lançamento nos EUA, marcado para outubro.
Nascido das cinzas do grupo de pós-punk Joy Division, o New Order, surgido em 1980, em Manchester (Inglaterra), guiou e/ou influenciou praticamente toda a produção de música dançante feita desde então.
Oito anos após o lançamento de ''Republic'', a banda ressurge sem a tecladista Gillian Gilbert, mas volta com o baixo característico de Peter Hook, a bateria assertiva de Stephen Morris e a voz meio desengonçada de Bernard Sumner, que agora resolveu aumentar o volume de sua guitarra.
Quando começou, misturando música eletrônica e guitarra, o New Order mostrou que estava anos-luz à frente de seu tempo. Agora, já não precisa provar nada para ninguém.
''Crystal'', a música que abre o disco, diz a que a banda veio. Tem guitarras sujas, bateria certinha e o baixo marcante de Peter Hook. ''Somos como cristal/ Quebramos facilmente'', canta Sumner. A ironia é que aqui o New Order aparece mais coeso do que nunca.
A música ''60 Miles an Hour'' remete ao New Order de ''Power, Corruption & Lies'', disco de 1983. Som para dançar. Alegre, mas com fundinho triste, como o New Order de sempre.
Billy Corgan, líder do extinto Smashing Pumpkins, aparece no backing vocal de ''Turn My Way''. A voz melancólica de Corgan encaixa na canção lenta que fala sobre descontentamento.
''Primitive Notion'' é New Order entre o rock e a pista de dança. Summer canta: ''Já fiz isso antes e vou fazer de novo/ Queria que tudo fosse como no começo''. E realmente é.
Get Ready. Banda: New Order. Lançamento: Warner. R$ 25, em média.


