Antes mesmo de se ouvir falar em pop alternativo ou de rock invernal (duas definições adequadas para definir determinados nichos da cena musical de Curitiba), a Plêiade já fazia suas músicas intimistas embaladas pelo lado mais tranquilo do rock, pop e folk com letras poéticas (The Smiths e Legião Urbana estão na lista de influências).
O vocalista e violonista Claudio Pimentel toca este barco desde 1992, sendo único remanescente da formação daquela época. Ao lado de conhecidos músicos locais, reergueu a Plêiade há dois anos. Dessa fase recente, o EP ''Domingo'' (Discos Voadores Studios), traz cinco músicas. Inicia só com violão em ''Pouco Caso'', em seguida ganha arranjos mais ricos em ''Nunca Amanhece'' - esta conta com uma bela letra sobre os opostos de um casal.
Na faixa título há incursões de um trompete em meio às linhas dedilhadas, preparando terreno para ''Barbara Comes'', que é totalmente diferente das demais, cheia de intervenções sonoras e instrumentos inusitados, lembrando Wandula (banda da qual Pimentel fazia parte), contando com participação da cantora Edith de Camargo. O clima que envolve todas as músicas é o frio. ''Todos os Invernos'' remete a essa ideia já no título. É intimista, mas termina em clima de festa.
SERVIÇO
- O álbum pode ser adquirido pelo site www.myspace.com/bandapleiade

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