SOM NA CAIXA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de março de 2009
Rodrigo Juste Duarte<br> Equipe da Folha 
No último sábado, a banda curitibana Cadela Maldita celebrou seus 14 anos de atividades em uma noite barulhenta no 92 Graus, o tradicional porão underground da capital paranaense. Uma boa amostra de seu repertório de brutalidades sonoras pode ser conferido no álbum ''Fight To Survive'', lançado em 2006 e ainda disponível.
Formada em 1995 por remanescentes do SMD - que tocava skate rock e chegou a gravar um compacto - a banda tornou-se um dos nomes longevos do som pesado em Curitiba. Transitam entre thrash metal e o hardcore, com influência de artistas que seguem uma linha semelhante como DRI, Anthrax, Slayer, Exploited, Sick of it All, entre outros.
Em ''Fight to Survive'' Raul Lima (guitarra e vocais), André Alves (baixo), Felipe Gomes (bateria) e Medonho (guitarra) disparam ira e indignação em dez faixas agressivas, sujas e energéticas, com letras combativas em inglês. Apesar de todo o teor de protesto, a diversão nunca é deixada de lado.
As composições são de diversas épocas. Entre as mais antigas estão ''Democracy Feign'', ''Kill The Government'' (que sentam o sarrafo no sistema político do País) e ''A.A.A. (Against Authority Abuse)'', inspirada no episódio da Favela Naval, em Diadema, quando policiais agrediram moradores de forma covarde. ''Cold, Blooded, Murder'' também protesta contra a polícia, enquanto outras músicas tratam de violência nos grandes centros e a relação dominante da religião e da tevê na vida das pessoas. O álbum é uma autêntica trilha sonora para quem sobrevive na selvageria urbana.
SERVIÇO
- O álbum pode ser adquirido através do e-mail [email protected] e do site www.cadelamaldita.com


