De Maringá estão saindo nomes interessantes (e extensos) do atual rock independente. Além dos toscos d'A Família Palim do Norte da Turquia e dos viajandões Seres Ininteligíveis Vindos do Hiperurano, a Cidade Canção também gerou um grupo que faz juz à sua fama: A Inimitável Fábrica de Jipes.
Liderada pelo vocalista e guitarrista Rafael Souza, um bom melodista com referências não apenas na música, mas também na literatura (Jack Kerouac, John Fante e Charles Bukowski estão na lista), o grupo lançou no começo deste ano o segundo álbum, ''Canções Despedaçadas Para Juntar Os Cacos'' (Pisces Records).
Boa parte das 11 faixas têm um notável potencial radiofônico, com letras cantaroláveis, vocal afinado e instrumental instigante (e caprichado nas guitarras), que bebe em Pixies, Beatles, Everclear, folk e anos 60. A alegre ''Bull Terrier'' seria minha aposta, mesmo destoando do restante. Ela remete ao rock sessentista, sendo que a linha do álbum é de canções contemporâneas cheias de emotividade.
Conexões com outras grandes cidades do Paraná estão presentes. O dramaturgo londrinense Mário Bortolotto é o autor da letra de ''Walking On The City'', enquanto ''Vou-me Embora'' cita a banda curitibana Terminal Guadalupe (esta, por sinal, fez uma cover da música ''Síndrome de Estocolmo'', segunda do álbum). Vale dar uma escutada também no álbum de estreia ''O Dia Em Que Seremos Todos Felizes'', com outras boas canções do repertório do grupo, incluindo ''Água'' e ''On The Road Para São Tomé''.
SERVIÇO
- O álbum pode ser adquirido através do site www.inimitavel.com

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