Está nas lojas (ou na Internet) desde maio o disco ''Japan Pop Show'', do multiinstrumentista, cantor e compositor Curumin. Neto de imigrantes japoneses, o paulista Luciano Nakata filtra em seu novo trabalho o sangue nipônico e mistura os olhos puxados às batidas da música negra.
A influência oriental aparece no título do álbum, na faixa homônima e em algumas canções disco, como ''Kyoto'' e ''Sambito''. Mas a musicalidade do artista de São Paulo vem de uma linhagem estritamente negra - do samba-rock de Jorge Ben, do soul de Tim Maia, do reggae de Bob Marley, do funk carioca, do hip-hop, do samba, do dub.
Para complementar o suingue, Curumin se vale de uma leva de parceiros que garantem a malandragem presente na música e nas letras. Entre as melhores canções estão ''Magrela Fever'', que canta em gírias a ventura de uma improvável parceria com uma bicicleta; ''Japan Pop Show'', mescla das duas tendências do disco - oriente e black - em meio a experimentalismo e letra de poesia concreta; e ''Caixa Preta'', funk com a participação de BNegão e Lucas Santana.
Em seu segundo disco (o primeiro é ''Achados e Perdidos''), Curumin resgata os melhores momentos da black music nacional. Para quem sente saudade da melhor fase de Jorge Ben (já que o Ben Jor...) ou da levada de Tim Maia, está aí um bom sucessor.

SERVIÇO
- Os arquivos em MP3 do disco 'Japan Pop Show' podem ser comprados no site www.myspace.com/curumin, a R$ 0,99 por faixa. O disco inteiro custa R$ 10,90

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